Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Na véspera do IPO do Twitter, SEC questiona expectativa de lucro baseada em número de usuários

Autoridade reguladora do mercado de capitais afirma que o fato de uma empresa de tecnologia ter muitos usuários não se converte, necessariamente, em lucro

Por Da Redação 6 nov 2013, 20h27

Um dia antes da abertura de capital do Twitter na Bolsa de Nova York, a diretora da Securities and Exchange Commission (SEC, a autoridade reguladora do mercado de capitais nos Estados Unidos), Mary Jo White, advertiu que o número de usuários de empresas de tecnologia (ou redes sociais) não pode ser entendido como garantia de alta lucratividade.

Durante um evento em Nova York, a diretora alertou que muitas empresas de tecnologia têm atribuído aos números de usuários e “likes” nas redes sociais suas perspectivas de crescimento. “Na ausência de uma clara descrição, não é difícil pensar que esses grandes números vão, inevitavelmente, se traduzir em grandes lucros para uma empresa. Mas a conexão entre esses dois fatores pode não existir”, afirmou Mary, segundo o jornal britânico Financial Times.

Leia também:

Facebook, Microsoft e Al Gore tentaram comprar o Twitter, revela livro

A diretora não se referiu especificamente ao Twitter, segundo o FT. Mas o fato de as afirmações serem feitas apenas um dia antes da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da empresa – que ainda não se mostrou lucrativa – serve como alerta para os investidores num período em que muitos apontam a existência de uma nova bolha de empresas de tecnologia.

“E se apenas uma fração desses usuários são pagantes? O que isso significa para os resultados financeiros futuros? E se o crescimento do número de usuários ocorrer em uma área específica que a empresa ainda não consegue monetizar?”, questionou Mary.

A SEC vem questionando métricas usadas por empresas de tecnologia nos últimos anos. Houve questionamentos específicos feitos para o site de compras coletivas Groupon e para o Facebook na época em que entraram na bolsa, em 2011 e 2012, respectivamente. Ambas as empresas exibiram em seus prospectos indicadores de resultados atrelados ao crescimento de usuários que não foram aceitos pela autoridade porque poderiam “confundir” os investidores.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)