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Na Europa, bolsas fecham em queda após sessão volátil

Por Gabriel Bueno

Londres – Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda hoje, após uma sessão volátil, encerrando uma sequência de quatro sessões de alta. Os investidores estiveram atentos a resultados mistos em leilões de bônus de Espanha e França, bem como a uma pesquisa sobre a atividade industrial da zona do euro.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,66%, ou 1,59 ponto, para 238,49 pontos. Na quarta-feira, o Stoxx 600 havia avançado 3,6%, após importantes bancos centrais concordarem em tomar medidas para auxiliar bancos europeus com dificuldade de caixa, cortando o custo para empréstimos emergenciais em dólar. A China também ajudou, reduzindo o compulsório de seus bancos.

O tom geral dos mercados nesta quinta-feira era de consolidação. Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX caiu 0,87%, para 6.035,88 pontos, liderado por um recuo de 2,9% no grupo farmacêutico Bayer e por uma queda de 2,5% no Commerzbank. O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou em queda de 0,78%, em 3.129,95 pontos. Crédit Agricole cedeu 3,8% e Société Générale recuou 3,2%.

O sócio-gerente da Stoplight Ideas Stephen Pope disse que há uma pressão sobre o setor financeiro para que os operadores realizem lucros quando possível, já que o trimestre e o ano têm sido duros. “As pessoas queriam chegar logo até dezembro, que é conhecido por seus negócios fracos”, disse ele, lembrando que muitos no setor saem em férias nessa época.

O governo espanhol vendeu a quantidade desejada de bônus, mas viu seus custos para tomar empréstimos aumentar, enquanto a França viu seu custo para empréstimos em bônus de 10 anos cair em um leilão.

Observadores também notaram que o yield (retorno ao investidor) dos bônus do governo alemão tornou-se negativo pela primeira vez, o que significa que investidores temerosos estão ainda desejando pagar mais pela segurança e a liquidez do mercado de empréstimos para a Alemanha.

Os dados, enquanto isso, mostraram a atividade industrial na zona do euro se contraindo para o pior nível em 28 meses em novembro. Os investidores estão atentos à reunião de 9 de dezembro da União Europeia, onde esperam que os políticos chegarão a soluções concretas para conter a crise.

Enquanto isso, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse hoje que a zona do euro precisa de um novo “pacto fiscal” e que o BCE está atento às “contínuas dificuldades” enfrentadas pelos bancos.

Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,29%, para 5.489,34 pontos, com os bancos registrando perdas, entre eles Lloyds Banking Group (-3,3%) e Barclays (-1,7%).

As ações da Vodafone subiram 0,6%, após notícias de que ela comprou o grupo de comunicações e tecnologia da informação europeu Bluefish Communications. A companhia do setor de luxo Burberry Group também teve um dia bom, com alta de 3%.

As ações da Kingfisher saltaram 2,2%, após a varejista registrar um aumento de 4,6% nas vendas do grupo no terceiro trimestre. O executivo do grupo Kingfisher Ian Cheshire disse que a varejista está em “boa forma”, ainda que o panorama para curto prazo “permaneça desafiador”.

Na Itália, o FTSE MIB, da Bolsa de Milão, recuou 0,16%, para 15.244,62 pontos. Finmeccanica, do setor de defesa e equipamentos aeroespaciais, subiu 2,68%, enquanto Saipem, companhia de petróleo e gás, perdeu 2,54%.

Na contramão da tendência negativa na Europa, o índice suíço SMI subiu 0,5%, para 5.681,57 pontos, puxado por companhias do setor farmacêutico. Novartis ganhou 1,2% e Roche avançou 1,6%. Em Madri, o índice Ibex 35 perdeu 0,34%, fechando em 8.421,00 pontos. Telefónica (-0,7%) e Santander (-0,8%) registraram quedas. Já em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,71%, para 5.497,28 pontos. As informações são da Dow Jones.