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MPX, de Eike Batista, forma joint-venture com alemã E.ON

Negócio cria a maior empresa privada de energia do Brasil

A empresa de energia MPX anunciou nesta quarta-feira a formação de uma joint-venture com a elétrica alemã E.ON, que formará a maior empresa privada de energia do Brasil. “Queremos construir um novo campeão no setor energético e encontramos na MPX o parceiro ideal”, afirmou o presidente da companhia alemã, Johannes Teyssen, em teleconferência com a imprensa nesta manhã.

Pelo acordo, a MPX vai levantar 1 bilhão de reais por meio de aumento de capital em que a E.ON vai participar no final com cerca de 850 milhões de reais. Com isso, a elétrica alemã assumirá participação de 10% na empresa de energia do conglomerado do empresário Eike Batista. A expectativa é que a operação seja concluída no segundo trimestre deste ano e que a aliança produza uma empresa com capacidade de geração total de 20 GW.

A joint-venture em partes iguais “será o único veículo de investimento para novos projetos de energia de ambas as companhias no Brasil e no Chile e será responsável pelo desenvolvimento, execução e operação de empreendimentos de energia térmica e renovável nestes países, além de todas as atividades de suprimento e comercialização”, afirma a MPX em comunicado.

Para formar o novo empreendimento da dupla, a MPX entregará à joint-venture 50% de sua carteira de empreendimentos térmicos sem contrato de compra e venda de energia – e a E.ON terá opção de comprar participação adicional no projeto de energia no Porto de Açu, que está sendo erguido no Rio de Janeiro.

A joint-venture também reunirá atividades de suprimento e comercialização da MPX e os projetos de energia renovável da empresa de Batista. As usinas térmicas têm capacidade total de 10,35 GW, enquanto os projetos de energia renovável são de fonte solar (5 MW) e eólica (113 MW).

Parte do plano de aliança das duas empresas prevê que a MPX faça cisão de ativos de mineração de carvão na Colômbia, criando uma nova empresa, a CCX, que será listada no Novo Mercado da BM&FBovespa. Esta nova empresa receberá 814 milhões de reais em caixa da MPX e os acionistas da MPX receberão um papel da CCX para cada ação da MPX que detiverem. Essa cisão ocorrerá com conversão de debêntures em ações ordinárias.

Leilão – Em teleconferência, Eike Batista afirmou que a joint-venture entre a MPX e a alemã E.ON participará do próximo leilão de energia A-3. Eike declinou de dizer se a empresa, ainda sem nome, participará com energia eólica ou a gás, disse apenas que o projeto é “bom”. Sobre a quantidade de megawatts, disse que participará com “bastante”.

Contudo, Eike Batista disse acreditar mais na energia solar do que na eólica. “Pessoalmente acredito muito na energia solar. Vejo uma crise surgindo no megawatt instalado na eólica”, afirmou, em inglês, com tradução simultânea.

A parceria entre a MPX e a E.ON tem como meta desenvolver uma capacidade total de 20.000 MW no Brasil e no Chile. Segundo os executivos das empresas, não há uma meta de quanto desses 20 mil MW virão de energia renováveis.

(Com Reuters e Agência Estado)