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Mourão diz que ‘por enquanto’ Correios não devem ser privatizados

Presidente em exercício declarou não ser favorável a passar a empresa à iniciativa privada, movimento sinalizado por Bolsonaro durante campanha eleitoral

O presidente em exercício, general Hamilton Mourão, disse nesta quinta-feira, 24, que “por enquanto” não há planos de privatizar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Mais cedo, ele participou de evento sobre os 356 anos dos Correios e homenagem ao Dia do Carteiro.

Em outubro, durante a campanha eleitoral, o então candidato Jair Bolsonaro sinalizou que a empresa poderia ser privatizada devido aos prejuízos. “Seu fundo de pensão foi implodido pela administração petista, diferentemente do passado. Então, os Correios, tendo em vista não fazer um trabalho daquele que nós poderíamos estar recebendo, pode entrar nesse radar da privatização”.

Em dezembro, o tentente-coronel da reserva e astronauta Marcos Pontes, antes de assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, pasta à qual a empresa é vinculada, disse que a privatização dos Correios não estava na pauta de discussão.

No começo do mês, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o governo estuda colocar aproximadamente 100 estatais para privatização ou liquidação. Na conta, ele incluiu subsidiárias de empresas como EletrobrasBNDES, Banco do Brasil e Caixa. 

Saudosista

No começo da manhã, ao participar da cerimônia na Universidade dos Correios, em Brasília, Mourão prestigiou a comemoração dos 356 anos da empresa e o Dia do Carteiro. Na solenidade, o general da reserva lembrou o tempo em que trocava cartas com a namorada, que se transformou em esposa, e também ressaltou que o costume era comum entre amigos.

(Com Agência Brasil)