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Moody’s coloca Alemanha, Holanda e Luxemburgo sob vigilância negativa

Medida é o 1º passo para um possível rebaixamento da nota de avaliação de crédito desses países, que, por ora, é a melhor possível na escala da empresa

A Moody’s colocou nesta segunda-feira as economias da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo sob vigilância negativa – o primeiro passo para um possível rebaixamento da nota de avaliação de crédito. Por ora, as dívidas dessas nações possuem nota ‘Aaa’ – a melhor possível na escala da empresa e que reflete a confiança dos investidores nesses países.

A agência de classificação de risco disse que os países estavam em risco por causa de problemas mais amplos da zona do euro, incluindo a possibilidade de saída da Grécia. Em comunicado, a empresa menciona essa probabilidade e o impacto que uma eventual saída grega teria nos estados que integram a união monetária.

“Mesmo se esse acontecimento for evitado, existe uma probabilidade cada vez mais forte de que uma ajuda a outros estados da zona do euro, em particular a Espanha e Itália, seja necessária”, acrescentou a Moody’s. A companhia indica ainda que esse “fardo” deveria pesar mais sobre os estados considerados mais solventes da zona do euro, entre eles, os três afetados pela mudança na perspectiva da dívida.

Em meados de julho, a Moody’s rebaixou em dois graus, de A3 a Baa2, a nota da dívida italiana e já falava em risco de “contágio” da crise da zona do euro.

Posição alemã – “A Alemanha seguirá exercendo seu papel de âncora da estabilidade na zona do euro”, declarou na noite desta segunda-feira o ministério alemão das Finanças, após a redução da perspectiva da dívida pública do país. “A Alemanha fará tudo junto a seus sócios para superar o mais rapidamente possível a crise da dívida europeia”, afirmou o ministério em comunicado.

“Tomamos conhecimento da opinião da Moody’s (…) e os riscos para a eurozona mencionados pela agência não são novos. Esta avaliação destaca, principalmente, os riscos a curto prazo, mas as perspectivas de estabilização a longo prazo não são mencionadas”. “A eurozona adotou várias medidas que devem levar a uma estabilização duradoura”, afirma o ministério.

“A Alemanha, por seu lado, tem uma situação econômica e financeira sólida (…), a capitalização do setor bancário melhorou sensivelmente e as perspectivas de crescimento da economia alemã são firmes”.

(com Agence France-Presse)