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Moody’s ameaça reduzir nota da França, como fez SP’s

Por Por Francesco Fontemaggi 14 fev 2012, 13h59

A agência Moody’s ameaçou nesta terça-feira reduzir a nota máxima “triplo A” da França, depois de a Standard and Poor’s tê-la rebaixado um mês atrás. O anúncio da Moody’s coincidiu com a declaração do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de que ele irá oficializar na quarta-feira sua candidatura à reeleição.

Na segunda-feira, a Moody’s rebaixou a nota de solvência de seis países da União Europeia (UE) – Espanha, Portugal, Itália, Eslovênia, Eslováquia e Malta – e disse que estudava rebaixar as classificações de outras três – França, Grã-Bretanha e Áustria – que até agora gozam da máxima classificação “AAA”.

Segundo a agência, esses nove países estão particularmente expostos aos “crescentes riscos financeiros e macroeconômicos derivados da crise da zona do euro” (formada por 17 dos 27 países da UE).

Ainda que a França mantenha o “triplo A”, sua perspectiva já deixou de ser estável para converter-se em “negativa”, o que pode configurar em uma redução no médio prazo.

O anúncio da Moody’s foi feito exatamente um mês depois de outra agência, a Standard and Poor’s, retirar o “triplo A” da França.

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A decisão, que já havia sido amplamente antecipada pelos investidores, não chegou a ter maior impacto nos mercados.

A Moody’s havia decidido no dia 16 de janeiro, três dias depois da redução pela SP’s, prolongar sua avaliação da nota da dívida da França.

O governo preferiu manter a mesma atitude após o anúncio da colocação da França em “perspectiva negativa”, dois dias antes de Sarkozy oficializar sua candidatura à reeleição.

O ministro de Finanças, François Baroin, disse em um comunicado que “toma nota da confirmação pela agência Moody’s da classificação ‘AAA’ da dívida soberana francesa”.

Baroin destacou as “muito vigorosas medidas de recuperação das finanças públicas assim como as importantes reformas estruturais que realizadas pelos países em dificuldades da zona do euro”. Segundo o ministro, a decisão da Moody’s está relacionada com os “riscos que pesam sobre a zona do euro”.

Em campanha por várias semanas, mas sem se declarar como candidato, Nicolas Sarkozy vai oficializar na quarta-feira sua entrada na corrida pela Presidência francesa na eleição dos dias 22 de abril e 6 de maio, duelo anunciado entre ele e o socialista François Hollande, favorito nas sondagens.

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