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Montadoras eliminaram 7.600 vagas de trabalho no 1º semestre

Segundo presidente da Anfavea, 27% da mão de obra do setor está afastada do trabalho para adequar a produção à baixa demanda

Por Da Redação 6 jul 2015, 13h19

A indústria automobilística brasileira eliminou 7.600 vagas no primeiro semestre deste ano, informou nesta segunda-feira Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Só em junho, foram cortados 1.271 postos de trabalho. Após as recentes medidas de ajuste da produção à baixa demanda, o setor encerrou o sexto mês de 2015 com 136.929 empregados, 0,9% a menos do que em maio e 9,6% inferior ao contingente de trabalhadores de junho do ano passado.

Apenas o segmento de autoveículos registrou retração de 0,8% no número de empregados em junho na comparação mensal, ao encerrar o mês com 120.142 funcionários. Em relação a junho do ano passado, a queda foi ainda maior, de 8%. O segmento de máquinas agrícolas teve recuo de 1,9% no número de empregados em junho ante maio e tombo de 19,6% na variação anual, ao somar 16.787 funcionários.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan, a indústria automobilística brasileira tem hoje 36.900 metalúrgicos afastados. Ele calcula que essa quantidade equivale a 27% do efetivo total do setor até maio (138.200 trabalhadores).

O número leva em conta os trabalhadores afastados por férias individuais e coletivas, lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho), licença remunerada, dentre outras medidas de corte de produção adotadas tanto por montadoras de veículos quanto por fábricas de máquinas agrícolas e rodoviárias.

Moan ressaltou que as empresas devem adotar medidas de corte de produção para ajustar estoques pelo menos até agosto deste ano. Em junho, o estoque total de veículos nos pátios das concessionárias e das montadoras era suficiente para 47 dias de vendas, ante 51 dias em maio.

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(Com Estadão Conteúdo)

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