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Montadoras chinesas adiam R$ 1,7 bi em projetos de investimento

Segundo jornal, somente com projetos atrasados ou abandonados o Brasil deixou de criar cerca de 4 mil postos de trabalho

Em meio à queda nas vendas e ao cenário de retração econômica, montadoras chinesas começam a abandonar projetos de investimento no mercado de caminhões, que somam ao menos 1,74 bilhão de reais. Segundo reportagem do jornal O Globo, a Dongfeng, que pretendia se instalar em Pouso Alegre (MG), com recursos de cerca de 1 bilhão de reais, recuou em seus planos. A Yunlihong, que previa uma fábrica no município de Camaquã (RS), com aporte de 100 milhões de dólares, também desistiu. Ao todo, somente com os projetos atrasados ou abandonados o país deixou de criar cerca de 4 mil postos de trabalho.

Outras montadoras que já estão no país por meio da importação de veículos ou de caminhões adiaram projetos no país. Um exemplo é a chinesa JAC, que planejava fabricar caminhões urbanos em complemento à produção de automóveis e adiou planos de investir 100 milhões de reais na Bahia. Outra chinesa com projeto engavetado é a Sinotruk, que anunciou investimentos de 300 milhões de reais em Lages (SC). Sem início, o cronograma acumula um ano de atraso.

Além dos reflexos negativos no mercado de trabalho, o cancelamento ou postergação de projetos afetam a produção de bens de capital, que acumula queda de 20% no semestre, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE). O principal impacto negativo da indústria de janeiro a junho foi a retração de 20,7% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias.

No primeiro semestre, as vendas de caminhões despencaram 43,1% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), passando de 77,02 mil para 43,79 mil unidades. Diante da marcha ré no mercado, a Anfavea estima que as vendas devem ficar abaixo de 80 mil unidades este ano.

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(Da redação)