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MMX, de Eike Batista, receberá mais R$ 935 milhões do BNDES

Crédito liberado como suplementação de financiamento para o porto Sudeste poderá ser pago em 10 anos

A MMX, mineradora do grupo de Eike Batista, concluiu a contratação da suplementação de financiamento para o porto Sudeste junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de 935 milhões de reais, com prazo de pagamento de dez anos, informou a empresa nesta quinta-feira, em nota ao mercado.

Trata-se da última etapa do processo de contratação da suplementação do financiamento de longo prazo para o porto, disse a empresa em comunicado. “A MMX estima sacar a primeira parcela ao longo do segundo trimestre de 2013, depois de encerradas todas as etapas para formalização e constituição das garantias. Este desembolso permitirá à MMX o alongamento de parcela significativa de seu endividamento de curto prazo”, afirmou a companhia.

Segundo o diretor-presidente e de Relações com Investidores da MMX, Carlos Gonzalez, a contratação representa mais uma importante etapa do projeto portuário, que tem o início das operações previsto para dezembro de 2013. “A entrada em operação do Superporto Sudeste é foco prioritário da diretoria da MMX. O acesso de longo prazo a uma infraestrutura adequada para exportação permitirá à MMX participar, de forma eficiente e competitiva, do mercado transoceânico de minério de ferro, obtendo melhores margens e trazendo mais robustez para sua estrutura de capital”, informa o comunicado.

O porto deverá escoar a produção das minas de Serra Azul (Minas Gerais) e tem previsão de começar a operar com capacidade anual de 50 milhões de toneladas de minério de ferro. Apenas para a execução das obras das minas de Serra Azul, a MMX pediu ao BNDES financiamento de 3,2 bilhões de reais, que ainda não foi aprovado.

Em coletiva para a divulgação do resultado trimestral do banco, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que “está tranquilo” quanto à exposição da instiuição às empresas de Eike Batista. Segundo ele, o valor total desembolsado pelo banco ao grupo do empresário é inferior a 10 bilhões de reais, mas Coutinho não precisou qual o valor total da dívida das companhias com o banco estatal. “É preciso descontar as operações que têm garantia e fiança bancária”, afirmou.

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