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Missão do FMI visitará Ucrânia para negociar resgate financeiro

País precisa de 35 bilhões de dólares para honrar seus compromissos de dívida; deterioração do cenário causada pela Rússia pode dificultar pacote

Por Da Redação - 3 mar 2014, 18h24

Uma equipe do Fundo Monetário Internacional (FMI) visitará a Ucrânia entre 4 e 14 de março para avaliar a economia e iniciar as negociações para um resgate financeiro, afirmou a instituição nesta segunda-feira. O país precisa de 35 bilhões de dólares para honrar seus compromissos de pagamento de dívida soberana. “A pedido das autoridades, uma missão de averiguação do FMI chefiada por Nikolay Gueorguiev vai visitar a Ucrânia a partir de 4 de março para avaliar a situação econômica atual e discutir as reformas políticas que poderão formar a base de um programa apoiado pelo Fundo”, disse Jerôme Vacher, o representante do fundo na Ucrânia, em comunicado.

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Reza Moghadam, chefe do Departamento Europeu do FMI, se juntará à missão por alguns dias, acrescentou o FMI. A declaração do Fundo é a primeira indicação formal das autoridades internacionais sobre o cronograma inicial para um resgate da Ucrânia.

A ajuda, contudo, pode ser dificultada devido à intensificação dos conflitos no país. A intervenção russa na Ucrânia e as ameaças de embargo a Moscou por parte dos Estados Unidos e da União Europeia são dois componentes que acrescentam ainda mais instabilidade ao contexto do país europeu. Nesta segunda-feira, as ações europeias despencaram ante o temor de um conflito militar na região da Crimeia, ao norte da Ucrânia.

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Para discutir quais medidas a Europa tomará para contornar a situação, uma reunião foi convocada para a próxima quinta-feira com os chefes de Estado e governo dos 28 países membros da União Europeia (UE). A cúpula se reunirá em Bruxelas sob o comando do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy. Já o presidente Barack Obama confirmou a possibilidade de aplicar sanções à Rússia se não houver um recuo na política externa de Vladimir Putin em relação à intervenção em território ucraniano.

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(Com Reuters)

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