Clique e assine a partir de 8,90/mês

Minoritários querem processar Malan, Tourinho, Ellen Gracie e o pai de Eike

Ex-conselheiros da petroleira se juntarão a Eike Batista, BM&FBovespa e CVM no polo passivo do processo

Por Naiara Infante Bertão - 1 nov 2013, 06h26

Os minoritários da OGX decidiram, em reunião nesta quinta-feira, que vão processar também alguns ex-conselheiros da petroleira – o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, o ex-ministro de Minas e Energia Rodolpho Tourinho Neto, a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie – e Eliezer Batista, empresário e pai de Eike Batista, que ocupa a posição de vice-presidente do Conselho da petroleira. Os três ex-ministros saíram do quadro em junho.

O representante do grupo de acionistas minoritários, Aurélio Valporto, disse ao site de VEJA que as acusações se referem ao fato de os conselheiros não terem supervisionado as operações da OGX, inclusive seus comunicados e informativos enviados ao mercado. Assim, não contestaram informações errôneas ou exageradas que foram passadas aos investidores.

No processo, Eike é o principal acusado, uma vez que o grupo de minoritários desistiu de processar a OGX por entender que ela dificilmente se reerguerá. Entre os acusados também estão a BM&FBovespa e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os investidores alegam que as entidades não cumpriram seu papel de fiscalizar e punir ações anormais de vendas de ativos por parte dos controladores da OGX, além de não terem exigido explicações sobre os comunicados exageradamente otimistas que foram enviados ao mercado sobre as descobertas da petroleira, mas se mostraram imprecisos.

Na quarta-feira, a OGX entrou com pedido de recuperação judicial alegando um endividamento de 11,2 bilhões de reais. Se o pedido for aceito pela Justiça, a empresa terá de apresentar um plano detalhado de como ressarcir seus credores. Confira abaixo algumas das acusações feitas pelos acionistas contra conselheiros, Eike, a bolsa e a CVM.

Continua após a publicidade
Publicidade