Ministros brasileiros montam grupo de trabalho com os EUA para discutir tarifas
Ministros das Relações Exteriores e da Indústria estiveram com o representante de Comércio do governo americano durante reunião do G20 nos EUA
Os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, se reuniram nesta quarta-feira, 30, com o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em mais uma tentativa de aproximação e negociação do governo brasileiro com os americanos referente às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. O encontro ocorreu em Milwaukee, onde acontece a reunião de ministros do G20.
De acordo com o MDIC, que divulgou uma nota a respeito e imagens da reunião, o governo norte-americano deverá encaminhar, nas próximas semanas, um documento com uma proposta para o escopo dos trabalhos, contemplando questões tarifárias e não tarifárias. Também foi acordada a criação de um grupo de trabalho para discutir um possível acordo.
“Durante a reunião, os ministros brasileiros reafirmaram a disposição do Brasil de avançar, por meio do diálogo e da negociação, na construção de soluções para os temas que afetam o comércio bilateral, sempre tendo como referência a defesa dos interesses brasileiros e a ampliação das oportunidades para empresas e setores produtivos dos dois países”, disse a pasta em nota.
A conversa dos porta-vozes do governo brasileiro com Greer dá continuidade ao diálogo aberto entre os dois países depois do telefonema realizado entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto, em que os dois líderes conversaram por uma hora acerca das tarifas e outros temas das relações entre os dois lados.
Em agosto, a administração de Trump impôs duas novas tarifas ao Brasil, em substituição às anteriores, consideradas ilegais e derrubadas pela Suprema Corte no início deste ano: uma de 25%, em retaliação ao que o governo americano considerou práticas comerciais desleais do Brasil (como o Pix e as medidas de proteção ao etanol), e outra de 12,5%, aplicada sobre todos os países acusados de trabalho forçado pelos Estados Unidos.





