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Ministro saudita fala em IPO de gigante petroleira ‘o mais cedo possível’

Estatal Aramco deve vender uma fatia de até 5% entre 2020 e 2021 e captar US$ 100 bi, no que poderia ser a maior oferta de ações do mundo

Por da Redação - 9 set 2019, 10h34

O novo ministro de Energia da Arábia Saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, nomeado há dois dias, disse nesta segunda-feira, 9, durante participação em conferência sobre o setor de energia em Abu Dhabi, que o país pretende realizar uma oferta inicial de ações (IPO) de sua gigante petroleira estatal Saudi Aramco “o mais cedo possível”. O objetivo é diversificar a economia do país.

A Aramco está preparando sua abertura de capital para a venda de uma fatia de até 5% entre 2020 e 2021, com o qual deve captar 100 bilhões de dólares, no que poderia ser o maior IPO do mundo. A queda recente dos preços internacionais do petróleo, no entanto, levou analistas a questionarem se o valor alcançaria esta magnitude.

A companhia tem se encontrado com bancos para discutir seus papéis na transação ao longo desta semana, e há expectativa de que os assessores financeiros sejam nomeados nos próximos dias, disseram duas fontes nesta segunda-feira.

O IPO é uma peça central de um plano de transformação econômica da Arábia Saudita que visa atrair investimento estrangeiro e diversificar sua economia para além do petróleo.

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Essa foi a primeira declaração de Abdulaziz bin Salman, meio-irmão do príncipe herdeiro do trono saudita, Mohamed Bin Salman desde sua nomeação para o cargo, no qual substituirá Khalid al-Falih.

A demissão de Falih foi anunciada pela agência estatal do país na madrugada de domingo 8 e ocorreu dias depois de ele ter sido retirado do cargo de presidente da Aramco. Ele foi substituído por Yasir al-Rumayan, governador do enorme Fundo Público de Investimentos saudita, que supervisiona um grande plano de diversificação da economia saudita, altamente dependente do petróleo.

Há um mês, Falih havia sofrido outro duro golpe, com o anúncio oficial da criação do Ministério da Indústria e Mineração, separado do Ministério da Energia. Ali Shihabi, fundador do grupo de análises pró-saudita Arabia Foundation, assinala que o novo ministro, Abdulaziz Bin Salman, “trabalha no Ministério do Petróleo há décadas”. Além disso, “participou de quase todas as reuniões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesse período e possui uma grande experiência institucional”, aponta.

Com o afastamento de Falih da Aramco, especialistas do mercado petroleiro interpretaram sinais de descontentamento da realeza saudita com os preços do cru, uma vez que este nível baixo afeta diretamente os planos da estatal para o lançamento de ações.

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(Com Reuters)

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