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Ministro nega que país esteja no fundo do poço

Manoel Dias voltou atrás e afirmou que declaração referia-se à indústria de transformação, que registrou quarto mês consecutivo de fechamento de vagas

Por Da Redação 22 ago 2014, 12h42

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, negou na manhã desta sexta-feira que tenha se referido ao resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, que apresentou o pior saldo para o mês em quinze anos, ao afirmar que “chegamos ao fundo do poço”. De acordo com ele, a declaração se referia à indústria de transformação, que no mês passado apresentou saldo líquido negativo de 15.392 postos de trabalho, quarto mês consecutivo de fechamento de vagas.

“A referência foi porque tivemos no setor industrial, nesses últimos três meses, uma diminuição na geração de empregos, com o resultado de julho já bem menor do que nos últimos dois meses”, justificou Dias em entrevista à Agência Estado, durante café da manhã em São Paulo com ex-ministros do Trabalho e presidentes de sindicatos da Confederação Nacional dos Trabalhadores Liberais Universitários Regulamentados (CNTU). Segundo ele, a previsão do governo é que a indústria deve apresentar dados positivos já em agosto.

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O ministro lembrou que em julho o Brasil bateu recorde da produção de automóveis, não acompanhada por aumento nas vendas, o que acabou provocando a elevação dos estoques e, consequentemente, uma parada da produção e demissões de funcionários. Ele acredita, contudo, que as medidas anunciadas esta semana pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central para estimular o crédito devem impactar positivamente as vendas do setor automobilístico, “normalizando a produção de automóveis”.

Questionado sobre se os dados do Caged de julho não contradizem o discurso da presidente Dilma Rousseff de que o Brasil enfrenta os efeitos da crise global sem diminuição do número de empregos, Dias rebateu, afirmando que, mesmo o resultado tendo sido o pior para julho desde 1999, “o Brasil ainda é campeão na geração de empregos”. “As pesquisas dizem que nós ainda somos o país que tem o menor porcentual de desempregados”, afirmou ele. “Quem está em crise é o mundo, não é o Brasil”, acrescentou.

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(Com Estadão Conteúdo)

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