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Ministro espanhol afirma que G20 apoia seu país em conflito da YPF

O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, afirmou nesta sexta-feira no final de uma reunião do G20 em Washington, que o “sentimento geral” nesse grupo é de apoio à Espanha depois da expropriação da YPF da espanhola Repsol na Argentina.

De Guindos disse, em coletiva de imprensa, que a Espanha levantou na reunião o tema da expropriação de 51% da YPF anunciada na segunda-feira por Buenos Aires.

“Posso dizer que o sentimento geral é de apoio ao governo espanhol, que considera que as medidas ou a posição adotada pelo governo argentino é negativa do ponto de vista do que é a segurança jurídica e do que tem que ser a previsibilidade nos fluxos de investimento”, disse De Guindos.

O G20, do qual a Argentina é membro, “fez uma referência à expropriação (…) ressaltando a importância de garantir os investimentos e também de evitar as medidas protecionistas em uma situação como a economia atual”, disse De Guindos.

Contudo, José Antonio Meade, o ministro da Fazenda do México, país que atualmente preside o G20, ratificou a neutralidade do grupo.

“O G20 é um fórum para o consenso construtivo (…) comprometido com o livre comércio”, mas “não trata de disputas específicas nem temas bilaterais”, disse Meade em coletiva de imprensa.

A Espanha costuma participar como convidada das reuniões do G20, já que não pertence oficialmente ao grupo.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, decidiu na segunda-feira expropriar parcialmente a YPF, 57,4% controlada pela Repsol, da qual o Estado e as províncias argentinas possuirão agora 51%.

Esta decisão foi classificada de “hostil” pelo governo espanhol, que nesta sexta-feira começou a impor represálias, ao anunciar que limitará a importação de biodiesel argentino.

De Guindos enfatizou que em seu comunicado final depois da reunião em Washington, o G20 fez uma menção à necessidade de “proteger o investimento” e a seu “compromisso para evitar o protecionismo”.

Isso “está alinhado com o comentário que fazia anteriormente” sobre sua rejeição à expropriação da YPF, afirmou De Guindos.

No G20 “será preciso ver logicamente quem tem apoio e quem está em minoria”, desafiou De Guindos.

As críticas da Espanha à Argentina foram respaldadas pela União Europeia e pelos Estados Unidos, também do Banco Mundial.

De Guindos reiterou que seu governo vai continuar utilizando “todos os meios legais que têm a seu alcance” porque “considera que é uma decisão injusta e que é negativa, não apenas para uma empresa concreta, mas também para o entorno onde a economia global tem que se mover”.