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Ministro diz que Grécia pode precisar de mais 10 bilhões de euros

O ministro de Finanças, Stournaras Yannis, afirma em entrevista que possível ajuda não estaria ligada a novas medidas de austeridade

Por Da Redação 25 ago 2013, 16h21

O ministro grego de Finanças, Stournaras Yannis, disse em entrevista neste domingo que, caso a Grécia precise de um terceiro programa de ajuda em 2014, o valor seria de cerca de 10 bilhões de euros e não estaria ligado a novas medidas de austeridade.

“Se a Grécia precisar de um novo programa de ajuda, este será de 10 bilhões de euros, ou seja, muito menor que os anteriores”, disse Stournaras em entrevista publicada pelo jornal Proto Thema.

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Resgates – O programa de ajuda atual dos países da zona do euro e do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Atenas, o segundo deste tipo, se encerra em 2014.

O primeiro, em maio de 2010, consistiu em um empréstimo de 110 bilhões de euros, enquanto o segundo, votado em fevereiro de 2012, permitiu que o país recebesse, até agora, cerca de 140 bilhões de euros.

Descontos – Figuras importantes do governo da Alemanha e do Banco Central alemão (Bundesbank) repetiram neste domingo sua oposição a um desconto (haircut, em inglês) na dívida grega, dias depois de declarações do ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, reavivar preocupações sobre a necessidade de um resgate financeiro do país.

Schäuble disse neste domingo que rejeitou um desconto da dívida da Grécia e advertiu contra um debate público sobre a questão. “(Esse debate) levaria a uma renovada crise de confiança no euro, que, graças a Deus, nós superamos”, acrescentou.

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Conversas sobre um segundo possível corte na dívida da Grécia esquentaram na semana passada, após Schäuble dizer que uma ajuda adicional para o país poderia ser necessária quando o atual programa de ajuda financeira começar a desacelerar, no final do próximo ano.

Apesar de rejeitar o desconto, o ministro classificou a perspectiva de um novo pacote de ajuda para a Grécia de “extremamente provável”.

A chanceler Angela Merkel também reiterou sua oposição ao desconto, afirmando a uma revista que essa ação apenas aumentaria a incerteza dos investidores. “Eu alerto enfaticamente contra o desconto”, disse Merkel à revista Focus. “Isso poderia desencadear um efeito dominó de incertezas, terminando com investidores privados, cujo desejo de investir é zero.”

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O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, também rejeitou a ideia de um desconto na dívida da Grécia. “Uma diminuição da dívida, que apenas nos levaria a enfrentar a mesma situação num período de cinco anos, seria contraproducente e enviaria um sinal errado aos países que recebem ajuda”, ressaltou em entrevista ao jornal Handelsblatt.

Segundo Weidmann, que também é membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), a crise financeira grega só será superada por meio das reformas do próprio país. “Nova ajuda sozinha não criará companhias competitivas ou sustentabilidade financeira”, disse.

(com agência France-Presse e Estadão Conteúdo)

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