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Ministro das Finanças da Grécia se compromete a evitar calote

Evangelos Venizelos afirmou que fará de tudo para que o país permaneça na zona do euro

Por Da Redação 15 nov 2011, 15h55

O ministro das Finanças grego, Evangelos Venizelos, disse nesta terça-feira que o novo governo do país deve fazer tudo para evitar um default e permanecer na zona do euro. “O governo tem um mandato específico, um prazo fixo. O mandato, como concordamos, é para completar a implementação da decisão de 26 de outubro”, disse Venizelos a deputados no parlamento grego.

A prioridade foi tomar as medidas necessárias para receber a sexta tranche, de 8 bilhões de euros, do primeiro resgate, disse o ministro. “Se evitamos a falência, deveremos receber uma resposta positiva do mercado, mas precisamos fazer tudo o que é exigido imediatamente, agora para receber a tranche antes do dia 15 de dezembro. Enquanto todas exigências legislativas foram alcançadas, as políticas também precisam ser”, afirmou Venizelos, referindo-se às exigências da União Europeia (UE) de uma carta de comprometimento com o programa por parte dos líderes gregos.

Os fundos do novo resgate de 130 bilhões de euros e os detalhes do que deve ser trabalhado entre a Grécia e a troica de credores oficiais (UE, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) manteriam o país até a virada do ano, disse o ministro. “A próxima tranche (de fevereiro de 2012) não é de 8 bilhões de euros, mas acima de 80 bilhões de euros, sendo 30 bilhões de euros para recaptalização dos bancos”, disse. Além disso, o país precisa de 15 bilhões de euros em março para pagar o vencimento de bônus, assim como 15 bilhões de euros para incentivar a liquidez de mercado.

Venizelos anunciou que o rascunho do orçamento de 2012 será levado à votação no parlamento na sexta-feira e refletirá um movimento para alcançar o superávit primário. Ele também afirmou que o novo orçamento seria testemunho dos efeitos benéficos do PSI sobre os custos da dívida.

O ministro ainda expressou preocupação sobre os desdobramentos na Itália e na zona do euro. “Neste momento, dois países com mais de 40% do total da dívida da zona do euro estão sendo alvo”, acrescentando que houve um “mal-estar” sobre o progresso na finalização do fundo de resgate transitório da zona do euro, a Linha Europeia de Estabilidade Financeira (EFSF, em inglês), e seu mecanismo permanente de resgate, o Mecanismo Europeu de Estabilidade.

Papademos em Bruxelas – Enquanto o ministro das Finanças falou com a imprensa nesta terça-feira, o novo primeiro-ministro, Lucas Papademos, anunciou sua viagem para Bruxelas na próxima semana para se reunir com os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, segundo informaram fontes diplomáticas. Os encontros com as autoridades europeias serão os primeiros do ex-vice-presidente do Banco Central Europeu como líder do governo de coalizão da Grécia.

Nesta terça, a Comissão Europeia afirmou que Atenas só receberá o sexto lance do plano de ajuda econômica, no valor de oito bilhões de euros, se as principais correntes políticas do país se comprometerem por escrito a realizar as reformas acertadas com a União Europeia. ‘O acordo feito para a entrega da sexta parcela prevê que a Grécia garanta que fará as reformas exigidas’, disse o porta-voz comunitário para Assuntos Econômicos e Monetários, Amadeu Altafaj.

(Com Agência Estado e EFE)

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