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Ministro alemão diz que eurozona não tem intenção de reforçar Fundo

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, afirmou nesta segunda-feira que os europeus “não têm a intenção de reforçar” o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FESF, na sigla em francês). A afirmação foi feita justamente num momento em que um eventual reforço do fundo é discutido em meio às negociações na Europa em relação à crise da dívida da região.

“Daremos os instrumentos para que o fundo atue em caso de necessidade, mas não temos a intenção de reforçá-lo”, disse o ministro em entrevista à TV local. O FEEF possui a capacidade de emprestar aos países ameaçados de default até 440 bilhões de euros captados nos mercados financeiros. Os empréstimos concedidos pelo fundo são garantidos pelos Estados membros da Eurozona, de forma proporcional ao tamanho de sua economia.

Atualmente, os Parlamentos da Eurozona estão votando uma ampliação das funções do FEEF, decididas pelos dirigentes do euro no dia 21 de julho. A Alemanha, principal contribuinte, votará na quinta-feira as novas medidas, que permitirão ao fundo comprar títulos da dívida soberana nos mercados secundários para ajudar a manter baixas as taxas de juros dos países mais frágeis, e conceder créditos aos Estados para que fortaleçam seu setor bancário.

Contudo, a crise da dívida que sacode a Eurozona tem se agravado desde julho, o que fez com que surgissem pedidos de ampliação do fundo, ao contrário do que sugere o mininstro alemão. “De fato, temos pensado na possibilidade de dar mais força ao fundo”, disse o comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, em uma entrevista ao jornal alemão Die Welt, publicada nesta segunda-feira.

O porta-voz da Comissão, Amadeu Altafaj, também afirmou nesta segunda-feira que o aumento da adoção “é parte dos debates”. Na sexta-feira passada, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, sugeriu “uma combinação” entre as intervenções do Banco Central Europeu e do FESF para estabilizar os mercados da dívida pública na Eurozona.

(Com France-Presse)