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Ministro alemão diz que austeridade da Espanha criará empregos

Palma de Mallorca (Espanha), 21 jul (EFE).- O ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, manifestou neste sábado seu apoio à política econômica do governo da Espanha afirmando que, embora esta seja ‘muito difícil para muita gente’, é ‘o melhor caminho para criar novos empregos e reduzir o desemprego’.

Quem também falou sobre o tema foi o chanceler espanhol, José Manuel García-Margallo, que pediu ao Banco Central Europeu (BCE) que evite o assédio à dívida espanhola por parte de mercados que contestam ‘com um súbito tapa’ cada reforma que o governo espanhol realiza.

García Margallo e Westerwelle fizeram essas declarações após serem recebidos pelo príncipe Felipe, herdeiro da Coroa espanhola, no palácio real de La Almudania, em Palma de Mallorca, na quarta reunião do chamado ‘Grupo de Berlim’, um fórum de chanceleres de 11 países da União Europeia que prepara uma proposta para reforçar a política comum frente à crise econômica.

‘Sei que (a política do governo espanhol) é muito difícil para muita gente na Espanha, mas só posso apoiar esta direção porque sabemos que é a única alternativa’, disse Westerwelle.

O chefe da diplomacia alemã mostrou-se ‘absolutamente convencido’ de que a Espanha superará a situação atual e voltará a fazer valer a ‘competitividade’ que muitas de suas empresas têm.

Westerwelle lembrou que o parlamento alemão apoiou nesta semana o programa de financiamento aos bancos espanhóis. Ele também ressaltou que seu governo está ciente de que a disciplina orçamentária deve ser completada com programas de estímulo econômico, e defende que ‘o crescimento é o resultado das reformas estruturais’.

García-Margallo agradeceu o respaldo de seu colega em um momento no qual a Espanha atravessa dificuldades de financiamento, e ressaltou a importância de que o Banco Central Europeu intervenha de forma decidida comprando títulos da dívida espanhola.

‘Alguém tem que apostar no euro, e neste momento, enquanto a arquitetura da Europa não se modifica, quem pode fazer esta aposta é o BCE’, declarou o ministro espanhol.

García-Margallo defendeu que ‘os fundamentos da economia espanhola são extraordinariamente sólidos’, como o demonstra o fato de que, sem ‘a carga da dívida pública, o balanço de pagamentos estaria equilibrado pela primeira vez em muitos anos’. O chanceler expressou ainda sua convicção de que a Espanha não precisará de um resgate. EFE