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Minas e Energia marca leilão de áreas de mineração para outubro

Esse será o primeiro certame do tipo no governo Bolsonaro; investimento será de 255 milhões de reais em 10 anos

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou nesta quinta-feira, 11, a primeira oferta de áreas para desenvolvimento de pesquisa mineral do governo Bolsonaro, de uma série de outros leilões que serão realizados pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

O primeiro leilão será no dia 21 de outubro e vai ofertar uma área em Palmeirópolis, Tocantins, para pesquisa de cobre, chumbo e zinco. Segundo o ministro, ali serão investidos 255 milhões de reais em 10 anos e mais 15 milhões de reais em bônus de assinatura.

“Esse projeto, ao abrir a porta para outros projetos da CPRM, poderá trazer ainda 1,2 bilhão de reais em outras quatro áreas do PPI (Parceria Público Privada)”, disse Albuquerque em evento, promovido pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

O edital com as regras do leilão será publicado na sexta-feira, e funcionará como uma espécie de teste-piloto de outras ofertas que estão sendo planejadas. A CPRM detém cerca de 330 processos minerários, divididos em 30 blocos. Entre eles, quatro foram qualificados no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Escolhido como projeto piloto, o complexo poli metálico de Palmeirópolis compreende seis processos, totalizando 6.050 hectares.

“Destaco que desde o primeiro momento nosso compromisso foi implementar um novo arranjo institucional, contribuindo para a estruturação da recém criada Agência Nacional de Mineração (ANM) com vista a garantir melhor gestão com relação às longas fases de maturação dos projetos de mineração e dessa maneira aumentar os investimentos”, disse o ministro durante discurso.

“A mineração ainda não é tech, ainda não é pop, como o agro, mas sempre foi, é, e será um vetor primordial de progresso e de desenvolvimento”, completou o ministro, afirmando que daqui para frente o processo de concessão de áreas para pesquisa e produção mineral serão feitas de maneira mais “sistemática, mais célere, objetiva e transparente”.