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México adotará na Pemex modelo da Petrobras

Em visita ao Brasil, Enrique Peña Nieto, presidente eleito do México, diz que é preciso modernizar a estatal mexicana com apoio do setor privado, mas descarta privatização

Por Da Redação 19 set 2012, 12h59

Presidente eleito se encontrará nesta quinta com a presidente Dilma Rousseff. No mês passado, o site de VEJA apurou que ambos avaliam seriamente a retomada da negociação do Acordo Estratégico de Integração Econômica Brasil-México (AEIE) – um amplo tratado de comércio bilateral

O presidente eleito do México, Enrique Peña Nieto, disse nesta quarta-feira que pretende ampliar o fluxo comercial com o Brasil e aproveitar o modelo brasileiro de parceria entre a Petrobras e o setor privado para modernizar a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex).

Em encontro com empresários brasileiros na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, Peña Nieto destacou que é preciso modernizar a Pemex, mas explicou que não se trata de uma privatização. “O que eu proponho é a modernização da Pemex. Não uma privatização, mas um mecanismo que facilite a participação do setor privado. Nós precisamos investir muito em exploração, produção e refino de petróleo – e isso só será possível com parceria do setor privado.”

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Peña Nieto, que esteve em Bogotá nesta terça-feira, comentou que o setor de energia, fechado há muito tempo no México, precisa ser aberto a investimentos privados. Ele também disse que os modelos de parceria entre petroleiras estatais e o setor privado na Colômbia e no Brasil servirão de base para o projeto que pretende enviar ao Congresso em breve para reformular o setor energético no México.

Acordo Brasil-México – O presidente eleito se reunirá nesta quinta-feira com a presidente Dilma Rousseff, mas não quis adiantar quais assuntos serão discutidos durante o encontro. O site de VEJA apurou no mês passado que ela considera seriamente a possibilidade de retomar o quanto antes a negociação do Acordo Estratégico de Integração Econômica Brasil-México (AEIE) – um amplo tratado de comércio bilateral que envolve as áreas de aduanas, acesso a mercados, compras governamentais, propriedade intelectual e investimentos. A intenção de Dilma já foi explicitada ao político mexicano. Em conversa com a presidente, Peña Nieto teria afirmado que o estreitamento das relações com o Brasil será uma das prioridades de seu governo, que terá início em 1º de dezembro.

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(Com Agência Estado)

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