Mesmo com subsídio à gasolina, etanol ganha terreno nas bombas
Biocombustível acumula queda de 7,45% desde maio e já é competitivo em 17 estados, segundo levantamento da ValeCard
Mesmo com o governo gastando para segurar o preço da gasolina, o etanol está ganhando espaço na disputa pelo tanque dos brasileiros. Desde maio, o preço médio do biocombustível caiu 7,45%, enquanto a gasolina recuou apenas 1,21%, segundo levantamento da ValeCard. Em agosto, a queda do etanol foi de 2,06%, contra 0,68% da gasolina.
O movimento acontece enquanto a gasolina recebe uma subvenção federal de 44 centavos por litro, criada para amortecer a alta do petróleo e prorrogada pelo governo até 9 de setembro. O custo da medida é estimado pela equipe econômica em cerca de 1,3 bilhão de reais por mês.
Ainda assim, a vantagem do etanol aumentou. Em junho, ele custava até 70% do preço da gasolina — parâmetro tradicional usado para avaliar sua competitividade nos carros flex — em dez estados. Em julho eram treze. Agora são dezessete.
Na média do país, a relação entre o preço do etanol e o da gasolina caiu para 63%. Em alguns dos maiores mercados produtores, a diferença é ainda maior. Em São Paulo, o litro do etanol terminou agosto a 3,865 reais, equivalente a 59% do preço da gasolina. Em Mato Grosso, a relação ficou em 56%; desde maio, o preço do biocombustível caiu 12,78% no estado.
O avanço ocorre ainda no primeiro mês de vigência da E32, regra que elevou temporariamente de 30% para 32% a quantidade obrigatória de etanol anidro misturada à gasolina vendida no país. A medida entrou em vigor em 1º de agosto e aumenta também a demanda pelo biocombustível.







