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Merkel pede aprovação de mudança em fundo

Nesta quinta-feira, câmara baixa do Parlamento alemão vota a ampliação da capacidade de crédito da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF)

Merkel quer ampliar linha da EFSF para 440 bilhões de euros, ante os atuais 250 bilhões de euros.

Em Berlim, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, afirmou que pode “garantir” que cumprirá todas as promessas de austeridade para receber o 1º pacote de ajuda de 110 bilhões de euros.

A chanceler alemã, Angela Merkel, ressaltou nesta terça-feira a importância de o Parlamento europeu aprovar nesta semana as mudanças no fundo de resgate da zona do euro e destacou ser contra a introdução de outros programas de estímulo econômico. “Estou muito satisfeita que a Federação das Indústrias da Alemanha tenha apontado o euro como nosso futuro comum e, portanto, a aprovação do fundo europeu é de muita, muita significância”, disse Merkel em discurso na federação.

A câmara baixa do Parlamento alemão irá votar na quinta-feira a legislação para ampliar a capacidade efetiva de crédito da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, em inglês) para 440 bilhões de euros, dos atuais 250 bilhões de euros. Merkel enfrenta a oposição de alguns dos legisladores de partidos da coalizão do governo de centro direita na votação, mas a oposição tem dito que irá aprovar as mudanças no fundo.

Merkel disse que as nações do ocidente industrializado estão expostas ao ataque dos mercados, em consequência do elevado endividamento de carregam e que, dessa forma, rejeita as ideias de novos pacotes de estímulo econômico. “Não estamos disponíveis para outros programas de estímulo econômico”, disse Merkel. “A ideia de que o crescimento só pode ocorrer com mais dívida é uma ideia errada”, afirmou a chanceler.

Grécia cumprirá cortes – Em Berlim, onde se reuniu com Merkel, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, afirmou que pode “garantir” que seu país cumprirá todas as promessas de austeridade feitas para receber seu primeiro pacote de ajuda de 110 bilhões de euros. Ele reafirmou que a economia grega conseguirá registrar um superávit primário orçamentário no próximo ano.

Segundo Papandreou, a Europa deveria parar de brigar e se concentrar em suas propostas e projetos de reformas, tais como a introdução do imposto sobre transações financeiras, ou a taxa sobre as emissões de dióxido de carbono, que poluem a atmosfera. Em discurso na Federação das Indústrias Alemãs (BDI, na sigla em inglês), o primeiro-ministro pediu um avanço imediato nas reformas institucionais necessárias para resistir à maior pressão dos mercados financeiros.

Na opinião dele, a zona do euro precisa agora ir adiante com as medidas planejadas para sua integração fiscal a fim de estabilizar a união monetária. “Precisamos expandir a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF) e formar uma mecanismo permanente para estabilidade e solidariedade econômica.”

Papandreou declarou que seu país está fazendo tudo o que pode para reconquistar a confiança do mercado e acabar com a má gestão econômica e política dos últimos anos, que causou a atual crise da dívida soberana. “Nós voltaremos ao crescimento e prosperidade depois desse período de dor”, disse o primeiro-ministro. “O que estamos fazendo é nada menos do que o renascimento de uma nação.”

(com Agência Estado)