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Merkel: não há tabus em crise do euro, mas mudança leva tempo

STRALSUND, Alemanha, 31 Mai (Reuters) – A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira que a Europa deve se preparar para considerar todas as opções em sua tentativa de controlar a crise de dívida soberana, mas evitou comentar os pedidos de uma união bancária na zona do euro.

Com a crise agora afetando a Espanha, a Comissão Europeia afirmou na quarta-feira que o ciclo vicioso de bancos fracos e países altamente endividados realizando empréstimos entre si tem que ser interrompido, e propôs um sistema de garantias de depósito bancário conjunto para impedir uma corrida aos bancos.

Merkel reiterou sua opinião de que os países membros devem estar prontos para entregar mais poder à Comissão, o braço executivo da UE, mas deixou claro que mudanças levarão um longo tempo.

“Existem passos de integração que exigirão mudanças no tratado. Não estamos nesse estágio hoje, entretanto não há tabus (em nossas discussões)”, disse Merkel.

“Eu sempre disse que precisamos de mais Europa e isso significa eventualmente dar mais competências à Comissão Europeia”, disse ela em entrevista à imprensa.

Na quinta-feira, o Banco Central Europeu também pediu um fundo conjunto para garantir depósitos bancários visando a enfrentar fugas bancárias, mantendo a pressão sobre Merkel para desistir de sua oposição a medidas mais ousadas antes de uma reunião em 28 e 29 de junho que pode ser um ponto de virada na crise da zona do euro.

(Reportagem de Andreas Rinke)