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Merkel descarta ‘crescimento a crédito’ para superar crise na zona do euro

Por Da Redação 10 Maio 2012, 05h16

Berlim, 10 mai (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, descartou taxativamente nesta quinta-feira o ‘crescimento a crédito’ para superar a crise na zona do euro, já que, segundo ela, essa opção levaria o velho continente ao começo da crise.

‘Por isso não podemos e não vamos fazê-lo’, disse Merkel em uma declaração de Governo perante o Bundestag, a Câmara alemã, por ocasião das próximas cúpulas do Grupo dos Oito (G8: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia) e da Otan.

‘O crescimento mediante reformas estruturais faz sentido, é importante, é necessário’, comentou a chanceler, contrária também a qualquer reforma ou renegociação do pacto fiscal assinado por 25 dos 27 países da União Europeia.

Merkel, no entanto, se mostrou aberta a complementar o estrito pacto fiscal com incentivos ao crescimento, como reivindicam vários Governos europeus e a oposição social-democrata e verde na Alemanha.

‘A redução do endividamento e o fortalecimento do crescimento e do emprego são os dois pilares da estratégia’, disse a chanceler, reconhecendo que a superação da crise será ‘um longo e esforçado processo’.

As declarações da chanceler se dirigem especialmente à oposição social-democrata (SPD) e verde, cujo apoio é inevitável para a obtenção da maioria necessária de dois terços nas duas Câmaras alemãs para ratificar o pacto fiscal.

Desde a aprovação desse pacto em Bruxelas, tanto a SPD como os verdes insistiram que não darão seu sinal verde ao mesmo enquanto não for desenvolvida de maneira paralela uma estratégia conjunta para fomentar o crescimento e a criação de empregos na UE. EFE

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