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Mercosul não pode travar integração comercial do Brasil, diz Monteiro

Ministro do Desenvolvimento reforçou que país precisa se integrar de forma mais efetiva a uma rede mundial de acordos comerciais

Por Da Redação 8 jun 2015, 15h54

O Brasil precisa se integrar de forma mais efetiva a uma rede mundial de acordos comerciais, e o Mercosul não pode ser uma trava a essa iniciativa, defendeu nesta segunda-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto. “Nós ainda reconhecemos o Mercosul como algo importante, mas não pode se constituir uma trava para que Brasil busque inserção em outros blocos econômicos”, disse em evento na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Segundo Monteiro, o Brasil deve buscar se associar a regiões mais dinâmicas de fluxos de comércio, como vem fazendo com o México e os Estados Unidos. “O casamento com Mercosul é indissolúvel, mas é sempre importante discutir a relação”, brincou. “Podemos encontrar um grau de liberdade compatível”, acrescentou.

Hoje, o país tenta lidar com a assimetria dentro do Mercosul e costurar uma proposta de acordo com a União Europeia, que vem se arrastando há alguns anos. “Estamos defendendo firmemente que acordo entre Mercosul e União Europeia possa avançar, que possamos estabelecer um prazo para trocar ofertas com a União Europeia. Ainda temos ajustes para fazer dentro da oferta comum do bloco, mas já estamos muito próximos de uma posição”, contou Monteiro.

Um dos grandes desafios, tanto para o acordo quanto num contexto mais geral, é conviver com as assimetrias, diante de políticas cambiais distintas, além de políticas macroeconômicas em direções nem sempre convergentes. Apesar disso, o ministro afirmou que, hoje, o Mercosul não representa uma limitação à política de comércio exterior brasileira.

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EUA – Monteiro afirmou também que a perspectiva do governo brasileiro é de que haja um aumento do fluxo de comércio com os Estados Unidos, especialmente na área de manufaturados. Sem mencionar cifras, Monteiro disse que as conversas entre os dois países para derrubar barreiras não tarifárias pode surtir “efeitos concretos” já nos próximos dois anos. A corrente de comércio de manufaturados entre Brasil e Estados Unidos está na casa de 42 bilhões de dólares a 43 bilhões de dólares, mencionou Monteiro. A expectativa é de que esse número fique bem maior em até dois anos.

Proex – Mesmo com restrições devido ao ajuste fiscal, o ministro espera anunciar no próximo dia 23 de junho um Plano Nacional de Exportações (PNE) com políticas recalibradas e que representem um “estímulo às empresas”. Sem mencionar valores, Monteiro afirmou que o aperto nas contas públicas limita a equalização do Programa de Financiamento à Exportação (Proex), mas que “está pedindo reforços”.

“O Proex é atingido por ajuste fiscal, mas espero anunciar no dia 23 um plano recalibrado, para que isso venha a representar um estímulo às empresas”, disse. “Nós estamos pedindo reforços (para o Proex), há a expectativa de recursos extras”, acrescentou. Segundo ele, cada 1 reais investido gera 45 reais em receita de exportação.

(Com Estadão Conteúdo)

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