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Mercados digerem plano europeu e reagem à pressão de agências

Por Stan Honda 13 dez 2011, 14h03

Os mercados europeus e americano seguem em alta nesta terça-feira, digerindo o plano elaborado pela Eurozona para superar a crise que impacta o crescimento econômico mundial e superando os anúncios das agências de possíveis rebaixamentos das notas de bancos europeus e do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF).

A instabilidade financeira mundial fez também com que a Opep (grupo dos maiores produtores de petróleo do globo) e a AIE (Agência Internacional de Energia, que representa os interesses dos grandes países industrializados) revisassem para baixo suas projeções de demanda de petróleo.

A agência de classificação financeira Fitch, por sua vez, disse que, apesar do plano anticrise europeu, “as tensões financeiras podem crescer ainda mais na Eurozona” e que as incertezas poderiam culminar em acontecimentos “desfavoráveis”, tanto na Europa como nos Estados Unidos.

As outras duas grandes agências, Standard and Poor’s e Moody’s, já haviam expressado suas reservas ante esse plano baseado em um reforço da disciplina fiscal, dando a entender que podem vir a cortar a nota de solvência dos países da Eurozona e de toda a União Europeia (UE).

Segundo a Moody’s, faltam ao plano medidas capazes de estabilizar os mercados no curto prazo.

A SP’s ameaçou também rebaixar em um ou dois escalões a classificação do FEEF, uma ferramenta chave para acudir o resgate de países em dificuldade da Eurozona (formada por 17 dos 27 países da UE).

Essas ameaças, no entanto, não impediram que o FEEF realizasse com sucesso uma emissão de bônus a três meses por 1,792 bilhões de euros, a uma taxa de 0,222%, com uma demanda mais de três vezes superior à oferta.

A Espanha também captou 4,941 bilhões de euros através de uma emissão de bônus com vencimento a 12 meses e juros a 4,050% – contra 5,022% em relação à última emissão similar de 15 de novembro – e outra a 18 meses, com juros de 4,226% (frente a 5,159% anterior).

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Já a Grécia, sob assistência financeira da UE e do FMI, conseguiu captar 1,625 bilhão de euros com letras a seis meses, mas teve que oferecer juros de 4,95%, acima dos 4,89% da emissão de 8 de novembro.

As bolsas europeias, que na segunda-feira encerraram com fortes quedas, operaram com cautela pela manhã e passaram a subir pela tarde.

Às 15H10 GMT (13H10 de Brasília), a Bolsa de Frankfurt subia 1,15%, Paris +0,52%, Londres +1,62%, Madri +0,34% e Milão +1,36%.

Em Nova York, o Dow Jones subia 0,66% e o Nasdaq 0,80%.

As bolsas asiáticas fecharam a terça-feira com quedas. Tóquio recuou 1,17%, Seul -1,88% e Sidney -1,40%.

Já o euro se mantém estável ante o dólar.

Às 14H00 GMT (12H00 de Brasília), a moeda única europeia era cotada a 1,3191 dólares por unidade, frente a 1,3188 às 22H00 de segunda-feira.

“Apesar das altas, os mercados continuam criticando os resultados da reunião da semana passada e as agências de classificação têm se utilizado de artilharia pesada, o que tem deixado o mercado receoso”, disse Kathleen Brooks, analista da Forex.com.

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