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Mercado vê gasto e rombo maiores nas contas públicas de 2017

Analistas financeiros elevaram a estimativa para o ano, de R$ 145,3 bilhões para R$ 154,8 bilhões; déficit aprovado pelo Congresso é de R$ 139 bilhões

Por Da redação 10 ago 2017, 11h28

Enquanto o governo discute ampliar a meta de déficit primário, os analistas do mercado financeiro pioraram suas previsões para o rombo nas contas públicas deste e do próximo ano. A estimativa para 2017 passou de -145,268 bilhões de reais no boletim Prisma Fiscal de julho para -154,841 bilhões de reais naquele divulgado nesta quinta-feira. Enquanto a previsão de arrecadação variou pouco, a dos gastos subiu.

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    O documento  é divulgado pelo Ministério da Fazenda com as projeções colhidas até 7 de agosto. Essa última análise apontam que o Governo Central (que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) não vai cumprir a meta deste ano, um déficit primário de 139 bilhões de reais.

    Os analistas mantiveram a estimativa para a receita líquida do governo federal em 2017, que variou apenas na casa dos milhões: passou de 1,139,745 trilhão de reais para 1,139,507 trilhão de reais. A projeção para a arrecadação neste ano também ficou praticamente estável, de 1,340,307 trilhão de reais para 1,340,285 trilhão de reais. Mas a expectativa para a despesa total aumentou de 1,286 trilhão de reais para 1,293 trilhão de reais.

    A projeção de Dívida Bruta do Governo Geral (União, estados e municípios) também subiu entre os dois relatórios, de 75,6% para 75,9% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

    Para 2018, o déficit primário esperado no Governo Central passou de 129 bilhões de reais para 130,527 bilhões de reais, também acima da meta de 129 bilhões de reais.

    (Com Estadão Conteúdo)

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