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Mercado melhora previsão para inflação e PIB de 2026, mas mantém Selic em 13,75%

Boletim Focus reduz projeção do IPCA de 5,01% para 5% e eleva estimativa de crescimento da economia de 1,92% para 1,93%

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 set 2026, 08h41
Mercado melhora previsão para inflação e PIB de 2026, mas mantém Selic em 13,75% Priorize VEJA no Google

O mercado financeiro melhorou levemente as perspectivas para a economia brasileira em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira, 08, a projeção para o IPCA caiu de 5,01% para 5%, enquanto a estimativa para o crescimento do PIB avançou de 1,92% para 1,93%.

Apesar dos ajustes, o cenário continua marcado por juros elevados. A mediana das projeções manteve a expectativa de que a Selic termine 2026 em 13,75% ao ano, mesmo patamar projetado na semana anterior. A previsão para o dólar também permaneceu em 5,20 reais no fim do ano.

Inflação dá pequeno alívio

A principal mudança no cenário de curto prazo veio da inflação. A previsão para o IPCA de 2026 passou para 5%, uma redução pequena, mas que interrompe a estabilidade registrada na semana anterior. Para 2027, porém, a expectativa subiu de 4,28% para 4,29%. Para 2028 e 2029, as projeções permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente. O cenário mostra que, apesar da melhora marginal na previsão para este ano, o mercado ainda trabalha com uma inflação acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central. A trajetória esperada é de desaceleração nos próximos anos, mas ainda com preços pressionados no curto prazo.

A expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 também teve uma pequena melhora. O mercado passou a projetar alta de 1,93% do PIB, contra 1,92% na semana anterior. Para 2027, a estimativa permaneceu em 1,50%, enquanto a previsão para 2028 está em 1,98%. Para 2029, o mercado projeta expansão de 2%. A revisão ocorre após a divulgação dos dados mais recentes de atividade econômica, que mostraram desaceleração do crescimento ao longo do ano. No segundo trimestre de 2026, o PIB brasileiro avançou 0,5%, abaixo dos 1,1% registrados nos três primeiros meses do ano, em um ambiente de juros elevados e menor ritmo de consumo das famílias.

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Mesmo com a pequena melhora nas projeções de inflação e atividade, o mercado não alterou sua expectativa para a taxa básica de juros. A Selic deve terminar 2026 em 13,75%, segundo a mediana do Focus. Para 2027, a previsão também permaneceu em 12%, enquanto para 2028 o mercado espera uma taxa de 10,5%. Em 2029, a projeção está em 10%.

A manutenção das estimativas reforça a percepção de que, embora a inflação possa perder força gradualmente, o ambiente ainda exige uma política monetária restritiva. Juros elevados encarecem o crédito para famílias e empresas e podem limitar consumo e investimentos, mas são utilizados pelo Banco Central como instrumento para conter as pressões inflacionárias.

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No câmbio, a projeção para o dólar ao final de 2026 permaneceu em 5,20 reais. Para 2027, o mercado espera a moeda americana em 5,30 reais, enquanto a estimativa para 2028 é de 5,30 reais e, para 2029, de 5,35 reais.

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