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Como o mercado financeiro avalia a nova pesquisa AtlasIntel sobre Lula x Flávio

Agentes financeiros cobram o senador sobre plano para conter gastos públicos

Por Veruska Costa Donato 1 jul 2026, 11h48 | Atualizado em 1 jul 2026, 12h24
Como o mercado financeiro avalia a nova pesquisa AtlasIntel sobre Lula x Flávio Priorizar nos meus resultados Google

A nova pesquisa Atlas Intel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (1º), ampliou para dez pontos percentuais a vantagem do presidente  Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno da corrida presidencial.

Freio nos gastos públicos

Para o economista chefe da Austin Rating, Alex Agostini, “Lula é uma certeza. O que está vai ficar. Flávio Bolsonaro é uma dúvida”. Na avaliação dele, a principal incógnita não é eleitoral, mas econômica: se haverá disposição para colocar um freio no crescimento dos gastos públicos.

Pesquisa

No primeiro turno, Lula aparece com 46,3% das intenções de voto, contra 36,6% de Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno, a vantagem permanece, com 48% para o atual presidente e 42,2% para o senador.

O levantamento também mostra que o desgaste de Flávio está associado às crises internas da família Bolsonaro, incluindo o rompimento político com Michelle Bolsonaro, que deixou o Partido Liberal (PL).

Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

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Mercado acompanha estratégia dos candidatos

Segundo Agostini, o mercado financeiro acompanha menos o embate político e mais a capacidade de cada candidato apresentar uma estratégia consistente para reorganizar as contas públicas.

“O mercado financeiro não tem partido, não tem candidato. O que ele tem é uma expectativa futura de gestão da nossa política econômica, que influencia relações exteriores, política fiscal e política creditícia”, afirmou.

Nenhuma proposta concreta até agora

Na avaliação do economista, o problema é que, até agora, nenhum dos principais nomes apresentou propostas concretas para enfrentar o desequilíbrio fiscal.

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“O que eles vão apresentar de projeto ou de plano econômico fiscal para controlar essa situação? Até agora nada. Só são ataques pessoais”, criticou. Para ele, essa ausência de debate sobre as contas públicas aumenta a cautela dos investidores.

Gasto expansionista com custeio

Agostini lembra que a preocupação com a política fiscal já existe independentemente da pesquisa eleitoral. Segundo ele, investidores veem com receio a continuidade de uma política de despesas elevadas.

“Quando os investidores olham um risco maior com a condução da atual gestão de Lula, porque já vem se demonstrando muito mais um gasto expansionista com custeio”, explicou.

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Perda de espaço de Flávio vem sendo precificada

O economista também pondera que o resultado da pesquisa não provoca uma reação imediata nos ativos financeiros, justamente porque a perda de espaço de Flávio Bolsonaro já vinha sendo observada nas últimas sondagens.

“O impacto da pesquisa não se dá agora de imediato, porque esse desgaste já vem acontecendo. Não foi algo novo”, afirmou.

Desafio fiscal

Para Agostini, o maior desafio continua sendo fiscal. Embora o país siga no processo de combate à inflação e conviva com juros ainda elevados, mas em trajetória de queda, a dívida pública permanece no centro das preocupações.

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Dívida/PIB

A dívida bruta do governo geral já alcança 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), um nível que, segundo ele, reforça a necessidade de um plano crível de controle das despesas, independentemente de quem vencer a disputa eleitoral.

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