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Mercado Livre gerou 148 empregos por dia na América Latina em 2020

O e-commerce foi a principal fonte de renda para 900 mil famílias; no Brasil, foram 35 empregos gerados por dia, entre diretos e indiretos

Por Luana Meneghetti Atualizado em 30 set 2021, 17h58 - Publicado em 30 set 2021, 15h04

O Mercado Livre, gigante argentina de e-commerce, gerou 148 empregos por dia, diretos e indiretos, nos países da América Latina. Com isso, teria se tornado a principal fonte de renda para 900 mil famílias em 2020. No Brasil, foram 35 empregos gerados por dia, segundo pesquisa exclusiva realizada pela Euromonitor que mediu os impactos do Mercado Livre na economia.

A pandemia deixou um saldo de 41 milhões de desempregado na América Latina e Caribe, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). No Brasil, são 14,4 milhões de desempregados, taxa de 14,1%, segundo o IBGE. Os dados revelam a importância dos negócios movimentados por e-commerce para a formação de renda das pessoas durante a pandemia, em especial para os profissionais autônomos e pequenas e médias empresas. Os canais digitais acabaram sendo uma importante alternativa para encarar as restrições de circulação e fechamentos de estabelecimentos impostos pela pandemia.

Segundo a pesquisa, 84% das pequenas e médias empresas conseguiram expandir seus negócios por meio da plataforma do Mercado Livre e 25% delas geraram de 51% a 90% da renda familiar com isso. O site também ajudou a formalizar mais de 126 mil vendedores no Brasil. “Os resultados da pesquisa comprovam o tamanho e força do impacto positivo do nosso ecossistema na economia da América Latina, especialmente em um período tão desafiador quanto o que vivemos na pandemia”, diz Stelleo Tolda, presidente do Mercado Livre para a América Latina.

O Brasil possui 4,5 milhões de pequenas e médias empresas (PMEs) e cerca de 24% do total passou a vender online no ano passado, tanto que foram adicionadas à plataforma 174 mil novas empresas. Foi um crescimento de 180% em relação a 2019. Hoje, no Brasil, o Mercado Livre conta com 270 mil pequenas e médias empresas na plataforma, cerca de 6% do total do país. Na América Latina, o número de PMEs dentro da plataforma é de 500 mil, o equivalente a 4,3% do mercado regional. A pesquisa apontou ainda que metade das PMEs brasileiras que integram a plataforma do Mercado Livre declararam que não teriam sobrevivido ao ano de 2020 sem o e-commerce.

Outros números chamam muito a atenção. Os produtos comercializados pelo Mercado Livre representaram 4,9% de todo o varejo nacional no período. O número médio de produtos vendidos diariamente no Brasil foi de 883,2 mil, um crescimento de 54,8% em relação a 2019. “Além do e-commerce, observamos ainda a importância da inclusão financeira. Sobretudo em um período onde muitas portas se fecharam, sete em cada dez PMEs registraram aumento de vendas em função dos recursos oferecidos pelo Mercado Pago”, pontua Tolda.

O Mercado Livre alcançou o posto de empresa mais valiosa da região na semana passada, ultrapassando a mineradora brasileira Vale em valor de mercado. O e-commerce argentino é avaliado em R$ 93 bilhões, enquanto a Vale caiu, na última semana, para o patamar de R$ 81,7 bilhões, afetada pela queda de preços do minério de ferro devido a preocupações com economia chinesa.

A empresa, que já descartou interesse pela privatização dos Correios, contratou mais de 2,3 mil funcionários no ano passado, sendo que 1,3 mil vagas eram apenas para o setor de logística. Ao fim de 2020, ela tinha 4,9 mil empregados diretos no Brasil.

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