Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Mercado financeiro reduz projeção de crescimento do PIB para 2,01%

Estimativa anterior era de avanço de 2,28%; economistas consultados pelo Banco Central elevam previsão da inflação para 3,89%

Analistas do mercado financeiro reduziram a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2,01% em 2019, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira, 18. Na semana anterior, a projeção dos economistas consultados pelo Banco Central era que a economia brasileira cresceria 2,28% em 2019.

Foi a terceira semana seguida que os economistas consultados pelo BC reduziram a estimativa de crescimento da economia brasileira no ano —e a previsão é a pior deste ano até então. O PIB é a soma de todos os bens e serviços medidos pelo país.  Em 2018, o crescimento foi de 1,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Para 2020, a estimativa de crescimento do PIB permaneceu em 2,80%. Em 2021 e 2022, a expectativa segue em 2,5% de crescimento do PIB.

Os analistas financeiros também alteraram a previsão para a inflação. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,87% para 3,89%, segunda alta seguida.

Apesar do aumento, o índice ainda prevalece abaixo do centro da meta, de 4,25%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O intervalo de tolerância é entre 2,75% e 5,75%, 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A expectativa para 2020 é que o IPCA permaneça em 4%. Para 2021 e 2022, também não houve alteração na projeção: 3,75%.

Taxa de juros e câmbio

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano até o fim de 2019.

Nesta semana, será realizada a segunda reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável por definir a Selic. O Copom reúne-se a cada 45 dias.

Para o fim de 2020, a projeção para a taxa caiu de 8% para 7,75% ao ano. Para o final de 2020 e 2021, a expectativa permanece em 8% ao ano.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também ficou estável. Segundo os economistas, o dólar comercial deve terminar o ano cotado a 3,70 reais, e a 3,75 reais no fim de 2020.

(Com Agência Brasil)