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Mercado faz aposta unânime em alta da Selic na próxima semana

Segundo analistas, juros futuros já mostram 100% de chance alta da taxa na próxima reunião do Copom

Por Da Redação 11 abr 2013, 13h34

Os juros futuros, especialmente os com vencimento no curto prazo, dispararam na manhã desta quinta-feira em meio às preocupações com a alta de preços. As taxas passaram a precificar 100% de chance de alta da Selic na reunião da semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

A primeira prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), divulgada nesta quinta-feira ficou bem perto das estimativas mais pessimistas dos analistas do mercado financeiro. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador subiu 0,42% e as projeções iam de 0,18% a 0,44%.

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Além do IGP-M, a aceleração da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no critério ponta, calculado pela FGV, reforçou o pessimismo com a alta de preços. Segundo fonte que teve acesso ao dado, o IPCA ponta acelerou a alta de 0,39% para 0,50% entre o dia 9 e 10. Dentro dele, o item Alimentação e Bebidas passou de 1,28% para 1,36%.

De acordo com um operador, a percepção no mercado futuro de juros é de que a alta virá. “Resta saber quando começa o ciclo e com quanto”, afirmou.

Para o gerente de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, “o cenário para a inflação é ruim e aumenta a pressão sobre o Banco Central para subir a Selic”. “Neste momento, a curva a termo precifica 24 pontos básicos de alta da Selic, ou praticamente 100% de chance de alta de 0,25 ponto porcentual na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana que vem”. “Dá para dizer que há 0,25 para abril e 0,25 para maio precificados”, completou.

Às 10h50, na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2013 tinha taxa de 7,38%, ante 7,28% no ajuste de quarta-feira. O DIpara janeiro de 2014 marcava 7,99%, ante 7,90% no ajuste. O DI para janeiro de 2015 apontava 8,55%, de 8,48%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 9,15%, de 9,11% na véspera.

(Com Estadão Conteúdo)

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