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Mercado estima PIB maior pela 4ª semana com reação melhor da economia

Analistas consultados pelo BC estimam PIB em 3,45%, após atividade econômica de março vir acima do esperado; previsão para inflação fica em 5,15%

Por Larissa Quintino Atualizado em 17 Maio 2021, 10h33 - Publicado em 17 Maio 2021, 09h21

O resultado da atividade econômica, medida pelo IBC-Br do Banco Central, fez com que diversos bancos elevassem a previsão de crescimento da economia brasileira para 2021. Com a ‘prévia do PIB’ indicando crescimento do 1º trimestre, a previsão para a economia no fim do ano é mais otimista.

Segundo o relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 17, a estimativa dos analistas brasileiros é que o PIB encerre o ano a 3,45%, acima dos 3,21% da semana passada e a quarta semana seguida de revisão para cima. A previsão para inflação, no entanto, continua a subir e se aproxima do teto da meta.

O Focus compila projeções de mais de 100 instituições financeiras brasileiras. No caso do PIB, a mediana das previsões dos analistas brasileiros para o indicador é menor do que algumas previsões instituições estrangeiras. O banco de investimentos Goldman Sachs, por exemplo, elevou a prespectiva de crescimento para 4,5%.

As revisões do PIB para cima, em grande medida, tem a ver com o impacto da nova onda da Covid-19 na economia brasileira, bem menor que o choque inicial do ano passado e também melhor que o estimado. O IBC-Br de março mostrou diminuição de 1,59%, o que ficou acima da expectativa dos economistas, que esperavam uma retração de 3,75%. Março foi marcado por forte altas de caso e restrições em atividades não essenciais para tentar conter a propagação do vírus.

Inflação

Além do PIB, o mercado também reviu a perspectiva para inflação. Segundo o relatório Focus, o IPCA deve fechar o ano em 5,15%, acima do centro da meta de 3,75% e perto da margem de tolerância, que vai até 5,25%. É a sexta alta seguida nas projeções do indicador. As previsões dos últimos cinco dias úteis, contidas no Focus, estão em 5,25%.

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Para tentar conter a inflação, o Banco Central, por meio do Copom, já subiu a taxa básica de juros por duas vezes neste ano e os reajustes devem continuar. A subida dos juros é uma estratégia de política monetária utilizada em casos de inflação alta porque desestimula o consumo. Com a Selic mais alta, o valor do crédito sobe.

Porém, o cenário é complexo para o país. Com atividade econômica fraca e risco fiscal elevado, o remédio é amargo. O risco é a chamada estagflação — combinação temerária de estagnação econômica com inflação, um dos pesadelos dos economistas. Além da inflação, o BC também é guardião da moeda. Segundo o Boletim Focus dessa segunda, o dólar deve encerrar o ano a 5,30 reais, abaixo dos 5,35 reais projetados na semana passada pelos analistas. Na sexta-feira, a moeda registrou queda, chegando a 5,23 reais.

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