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Mercado eleva IPCA de 2013 a uma semana de Copom

Por Da Redação - 27 fev 2012, 11h02

SÃO PAULO, 27 Fev (Reuters) – O mercado financeiro manteve suas previsões para a inflação e para a taxa básica de juros neste ano, mas elevou a estimativa para a alta dos preços em 2013 e em 12 meses, mostrou o relatório Focus do Banco Central nesta segunda-feira, a pouco mais de uma semana da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

Os agentes preveem que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) feche 2012 em 5,24 por cento, mesma projeção da semana anterior. O prognóstico para 2013 subiu a 5,11 por cento, contra 5,02 por cento.

Para 12 meses, a estimativa para o IPCA subiu ligeiramente a 5,28 por cento, após 5,27 por cento no relatório anterior.

As estimativas para a taxa básica de juros mantiveram-se estáveis, tanto para este ano como para 2013. O mercado prevê que a Selic encerrará 2012 em 9,50 por cento e 2013 em 10,50 por cento -nível em que se encontra atualmente.

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A única mudança das projeções do mercado em relação ao relatório Focus da semana passada, no que se refere ao ritmo das alterações na taxa de juros, foi que os agentes deixaram de prever uma elevação da Selic em abril do próximo ano.

No relatório anterior, a previsão era que a taxa subiria de 9,50 por cento para 10 por cento em março de 2013 e para 10,13 por cento em abril, antes de chegar a 10,25 em maio. Agora, a estimativa é que a Selic será mantida em 10,00 por cento em abril do ano que vem, passando diretamente aos 10,25 por cento no mês seguinte.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reiterou no domingo que vê uma alta probabilidade de que a taxa de juros do país caia para níveis de um dígito, sinalizando que o Copom deve reduzir a taxa pela quinta vez consecutiva, quando se reunir nos dias 6 e 7 de março.

A Selic está em 10,50 por cento, após quatro cortes consecutivos que tiraram 2 pontos percentuais da taxa desde agosto.

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As projeções para a taxa de câmbio não mudaram em relação ao Focus anterior, com a expectativa de que a cotação do dólar chegue ao final de 2012 em 1,75 real.

Também foram mantidas as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 -de 3,30 por cento- e em 2013 -de 4,10 por cento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prevê que a economia brasileira, depois de registrar uma atividade mais moderada no primeiro semestre, vai crescer a uma taxa anualizada superior a 5 por cento na segunda metade do ano.

(Por Hélio Barboza)

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