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Medidas agradam, estrangeiro volta e Bovespa sobe 2,23%

Por Claudia Violante

São Paulo – A Bovespa ganhou seu presente de Natal antecipado. O governo apimentou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar ontem a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual (para 11% ao ano) e lançou, hoje, medidas que levaram os investidores, sobretudo estrangeiros, a irem às compras de ações. Com isso, o Ibovespa recuperou os 58 mil pontos.

O primeiro pregão de dezembro encerrou com a bolsa doméstica em alta de 2,23%, aos 58.143,42 pontos. Na mínima, registrou 56.876 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 58.302 pontos (+2,51%). No ano até hoje, o Ibovespa acumula perda de 16,10%.

Os maiores compradores hoje no mercado foram os estrangeiros, estimulados pela decisão do governo de isentar de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) suas aplicações na renda variável. Até então, esses investidores pagavam 2% de IOF.

A Fazenda também anunciou medidas de estímulo ao consumo, com a redução de impostos em produtos como a linha branca. Esses artigos terão IPI menor até 31 de março de 2012. A construção civil também foi agraciada, assim como o setor de massas, com desoneração no trigo, farinha e pão.

Os papéis desses setores, assim, tiveram desempenhos fortes, ainda estimulados pela redução da taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, para 11% ao ano, anunciada ontem pelo Copom. As ações da BM&FBovespa também se beneficiaram (+6,68%), já que as medidas geram atratividade à bolsa. Br Malls ON, +4,04%, B2W ON, +2,56%, Cyrela ON, +4,19%, Hypermarcas ON, +4,05%.

Vale ON, +0,60%, Vale PNA, +0,69 %. Petrobras ON avançou 2,40% e a PN, 2,13%. Na Nymex, o contrato do petróleo para janeiro recuou 0,16%, a US$ 100,20 o barril. Nos EUA, o Dow Jones operava, às 18h19, em queda de 0,14%, o S&P recuava 0,13% e o Nasdaq subia 0,37%.