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Média de juros do empréstimo pessoal aumentou 5,25% em 12 meses

Em agosto, taxa mediana dos seis maiores bancos do país foi impulsionada pela Caixa Econômica Federal, que ficou em 6,32% ao mês; no ano, média é de 108,55%

Por Luisa Purchio Atualizado em 17 ago 2021, 23h46 - Publicado em 17 ago 2021, 18h07

Pesquisa realizada pelo Núcleo de Inteligência e Pesquisa da Escola de Proteção e Defesa do Consumidor, da Fundação Procon-SP, com os seis maiores bancos do país apontou que em agosto os juros médios do empréstimo pessoal foram de 6,32% ao mês, alta de 0,48% em relação ao mês anterior. Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, Safra e Santander estavam entre as instituições pesquisadas. Delas, a Caixa Econômica Federal foi a única que aumentou a taxa do empréstimo pessoal no mês, em 4,11%. Em agosto, o juro estava em 4,05%, ante 3,89% no mês anterior. O prazo de contrato considerado pela pesquisa é de 12 meses e a apuração foi realizada no dia 5 de agosto.

Segundo o levantamento, o juro médio do empréstimo pessoal atual é de 108,55% ao ano. Em agosto do ano passado, o empréstimo pessoal estava na média de 103,13% anual, um aumento de 5,25%. Vale lembrar que, com a alta da Selic, estimada para 7,50% no final de 2021 de acordo com o último Boletim Focus, a tendência é de aumento dos juros cobrados pelas instituições financeiras por meio da concessão de crédito.

Cheque Especial

A taxa média do cheque especial está em 150,56%. No mesmo período do ano passado, era de 149,36% ao ano e, em fevereiro de 2020, no pré-pandemia, de 150,56% ao ano. A estabilidade nos juros do cheque especial está relacionado a resolução de 2019, que passou a vigorar em 2020, limitando a cobrança dos juros do cheque especial para pessoa física em 8% (oito por cento) ao mês. No levantamento deste mês, a média dos juros do cheque especial se manteve em 7,96% ao mês, patamar no qual se estabilizou desde fevereiro deste ano.

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