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MCM: superávit primário em outubro deve ser de 2 dígitos

Por Da Redação 1 nov 2011, 06h05

Por Denise Abarca

São Paulo – Se em setembro as contas do setor público consolidado tiveram um resultado bastante favorável – o melhor superávit primário para o mês dentro da série iniciada em 2002, exceto setembro de 2010, quando o número foi inflado pela operação de capitalização da Petrobras -, em outubro o saldo deve ser ainda melhor. A expectativa do economista da MCM Consultores Marcos Fantinatti é de que o superávit primário atinja a casa de dois dígitos, em razão, basicamente, de um resultado robusto a ser registrado pelo Governo Central (Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional).

“O governo central deve ser ainda mais forte em outubro, tanto pelo lado da receita quanto das despesas”, disse o economista, que ainda não tem um cálculo fechado para o setor público consolidado. Mas ele afirma trabalhar com a possibilidade de um número positivo em torno de R$ 14 bilhões para o Governo Central, mas que ainda é preliminar. O Governo Central registrou um superávit primário de R$ 5,375 bilhões em setembro, segundo informou o Tesouro ontem.

Na avaliação de Fantinatti, as despesas com o pagamento da primeira parcela do 13º salário a aposentados não mais pesarão nas contas em outubro, como ocorreu em setembro. Ainda, afirma ele, deve haver contribuição maior das receitas do setor de petróleo.

O superávit de R$ 8,096 bilhões nas contas do setor público em setembro veio próximo da estimativa da MCM, que era de R$ 8,200 bilhões. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Túlio Maciel, informou que, não fosse a operação de capitalização de Petrobras em 2010, o superávit de setembro deste ano teria sido o melhor da série desde 2002. A operação de capitalização da Petrobras foi realizada em setembro do ano passado e garantiu uma receita extra de R$ 31,9 bilhões para os cofres do governo federal. Naquele mês de 2010, o superávit atingiu R$ 27,756 bilhões.

Também não houve surpresa por parte do economista no que diz respeito à relação dívida/PIB, que encerrou setembro no menor patamar da série histórica, a 37,2%. “Isso foi 99,9% por causa do câmbio. Em outubro, deve subir um pouco”, afirmou.

Na sua avaliação, esse movimento se dará uma vez que o dólar vem devolvendo parte da valorização de cerca de 17% registrada em setembro. “Como não chegou a devolver tudo, a relação dívida/PIB também não deve retornar para a casa de 39%. Ela deve ficar perto de 38%”, disse. A previsão do Banco Central, feita hoje pelo chefe do Departamento Econômico, é de 38,2% para outubro.

Apostando em um dólar mais elevado no final de 2011, a MCM acredita que esta relação fechará o ano em torno do patamar visto em setembro. “Esperamos câmbio em R$ 1,80 no final do ano e, com isso, a relação dívida/PIB deve ficar em 37,2%, 37,3%”, previu Fantinatti.

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