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Mau humor com eleição leva bolsa a queda de mais de 1%

Enquanto as ações caem, o dólar sobe. A moeda americana era cotada a 4,015 reais, com alta de 0,52%, às 10h40

O mercado financeiro amanheceu de mau humor nesta sexta-feira, 28. Às 10h40, pouco após o início dos negócios na bolsa de valores de São Paulo, a B3, o Ibovespa já apresentava queda de 1,21%, aos 79.035 pontos. Na quinta 27, o indicador havia alcançado a marca de 80.000 pontos, fato que desde agosto não era registrado.

Ao mesmo tempo que a bolsa cai, o dólar sobe. No mesmo horário, a moeda americana era cotada a 4,015 reais, com alta de 0,52%.

As explicações para o mau humor passam principalmente por dois fatores: preocupações que envolvem a Europa e as incertezas eleitorais no Brasil. Somado a isso, o bom desempenho na bolsa no dia anterior também permitem que gestores de carteira de investimentos queiram vender ativos para receber os lucros das operações. Esse movimento, que no mercado é chamado de “realização”, pesa negativamente sobre a bolsa e o dólar.

Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, destaca o período eleitoral e afirma que essa volatilidade deve aumentar até o final do segundo turno – cenário mais provável de acordo com as pesquisas de intenção de voto. “Quanto mais nos aproximamos da eleição, os ruídos entre os candidatos aumentam e as incertezas também”, afirma Galdi. “As pesquisas estão mostrando um empate técnico no segundo turno, o que cria um temor para os investidores”, complementa.

Mais do que escolher um candidato ou outro, o principal temor dos investidores é não saber quem pode levar a disputa. No momento, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) são as principais apostas do mercado para irem ao segundo turno.

“Os sinais contraditórios dados pela equipe do Bolsonaro deixam os investidores em alerta. O Paulo Guedes não pode falar mais nada. Aí o vice [General Mourão] solta que quer rever o 13º salário. O trabalhador quando ouve que corre o risco de não receber 13º, muda de lado”, diz Miriam Tavares, da AGK Corretora. “Ontem, tivemos a sensação de que poderia haver uma calmaria, uma aceitação maior com a possibilidade de o Haddad ganhar as eleições. Mas, de qualquer jeito, o mercado ainda entende que não será tão bom”, conclui.

No mercado internacional, as bolsas europeias apresentam queda nesta sexta. Sinais dados pelo governo italiano colocam em xeque o plano de recuperação fiscal acordado entre o país e a Zona do Euro. Além disso, a aproximação do prazo limite para o Brexit diminui a disposição de investidores para assumirem riscos maiores – o que afeta sobremaneira mercados emergentes, como o brasileiro.

Comentários

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  1. Olha a mentira do texto no trecho : “…. Fernando Haddad (PT) são as principais apostas do mercado para irem ao segundo turno.”. Haddad é a aposta para ferrar de vez o nosso mercado. Me lembra a Dilmanta, quando ela ficava, a bolsa despencava, quando ela saiu, a bolsa subiu igual a foguete. Ou seja, PT = BOLSA CAI….. BOLSONARO = BOLSA SOBE.

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