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Marfrig vê sinergia de até R$330 mi com reformulação

Por Da Redação - 27 fev 2012, 12h29

SÃO PAULO, 27 Fev (Reuters) – A companhia de alimentos Marfrig previu nesta segunda-feira sinergias de 230 a 330 milhões de reais em cinco anos, com mudanças anunciadas mais cedo na estrutura organizacional da companhia.

“A prioridade da nova organização é o foco na redução de custos e despesas… um perfil conservador de endividamento, aumento da participação de produtos elaborados e processados (na receita)… otimização da plataforma global… crescimento no Brasil, China e integração de novos ativos”, declarou Marcos Molina, presidente-executivo do grupo Marfrig, em teleconferência nesta manhã.

O conselho de administração da companhia de alimentos Marfrig aprovou uma nova estrutura organizacional, segundo comunicado ao mercado divulgado nesta segunda-feira, o que implicará em uma nova unidade operacional, a Seara Foods, e a realização de ajustes estruturais na holding do grupo e na Marfrig Beef, cuja criação já havia sido anunciada ao mercado em outubro de 2011.

O Marfrig é o segundo produtor de carne bovina do Brasil, e também o segundo em aves e suínos.

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A estrutura prevê maior integração e, consequentemente, a criação de mais sinergias operacionais no segmento de aves, suínos e alimentos processados do Grupo – Seara, Moy Park e Keystone Foods -, que continuarão operando com suas identidades próprias, enquanto as alterações no âmbito da holding buscam acentuar o foco nas decisões estratégicas, informou a empresa.

O valor das sinergias não inclui eventuais reduções de custos advindas de negociação de troca de ativos com a Brasil Foods, cujo acerto foi anunciado em dezembro, mas que ainda está para ser concluído.

O diretor de Relações com Investidores, Ricardo Florence, afirmou ainda que a empresa está fazendo a “lição de casa” na obtenção de recursos com a vendas de ativos, especialmente na área de logística.

Ele declarou ainda que a nova estrutura da companhia anunciada permitirá mais flexibilidade em eventuais operações financeiras que vierem a ser feitas no futuro.

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(Por Roberto Samora)

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