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Marabraz pede recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões

Varejista atribui dificuldades aos juros elevados, à retração do consumo e a uma disputa entre herdeiros; lojas continuam abertas

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 ago 2026, 08h30 | Atualizado em 17 ago 2026, 08h36
Marabraz pede recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões Priorizar nos meus resultados Google

A Marabraz protocolou no sábado, 15, um pedido de recuperação judicial para renegociar aproximadamente R$ 140 milhões em dívidas. O processo foi encaminhado à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

Até a manhã desta segunda-feira, 17, não havia informação pública sobre uma decisão da Justiça autorizando o processamento da recuperação. Por enquanto, portanto, a empresa apresentou o pedido, que ainda precisa ser analisado.

A rede afirmou em nota que continua operando normalmente, com as lojas abertas. Segundo a Marabraz, a medida busca reorganizar seus compromissos financeiros e preservar empregos e relações com clientes, fornecedores e parceiros.

Na petição,  a empresa atribui a deterioração financeira aos juros elevados, ao endividamento, à retração do consumo e ao aumento da inadimplência. A rede também cita as mudanças provocadas pelo avanço do comércio eletrônico.

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O documento menciona ainda disputas societárias e familiares. A Marabraz recorria a empréstimos para financiar suas operações e oferecia ativos, especialmente imóveis, como garantia.

De acordo com a petição, os administradores da varejista perderam o controle sobre empresas que detêm parte desse patrimônio imobiliário em meio ao conflito entre herdeiros. Isso teria dificultado a renovação de linhas de crédito e a contratação de novos financiamentos.

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Fundada em 1950 por uma família de origem libanesa, a Marabraz tornou-se uma das redes de móveis e eletrodomésticos mais conhecidas de São Paulo. A empresa já chegou a manter 135 lojas na Região Metropolitana, na Baixada Santista, no Vale do Paraíba e no interior paulista.

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