Marabraz pede recuperação judicial com dívida de R$ 140 milhões
Varejista atribui dificuldades aos juros elevados, à retração do consumo e a uma disputa entre herdeiros; lojas continuam abertas
A Marabraz protocolou no sábado, 15, um pedido de recuperação judicial para renegociar aproximadamente R$ 140 milhões em dívidas. O processo foi encaminhado à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
Até a manhã desta segunda-feira, 17, não havia informação pública sobre uma decisão da Justiça autorizando o processamento da recuperação. Por enquanto, portanto, a empresa apresentou o pedido, que ainda precisa ser analisado.
A rede afirmou em nota que continua operando normalmente, com as lojas abertas. Segundo a Marabraz, a medida busca reorganizar seus compromissos financeiros e preservar empregos e relações com clientes, fornecedores e parceiros.
Na petição, a empresa atribui a deterioração financeira aos juros elevados, ao endividamento, à retração do consumo e ao aumento da inadimplência. A rede também cita as mudanças provocadas pelo avanço do comércio eletrônico.
O documento menciona ainda disputas societárias e familiares. A Marabraz recorria a empréstimos para financiar suas operações e oferecia ativos, especialmente imóveis, como garantia.
De acordo com a petição, os administradores da varejista perderam o controle sobre empresas que detêm parte desse patrimônio imobiliário em meio ao conflito entre herdeiros. Isso teria dificultado a renovação de linhas de crédito e a contratação de novos financiamentos.
Fundada em 1950 por uma família de origem libanesa, a Marabraz tornou-se uma das redes de móveis e eletrodomésticos mais conhecidas de São Paulo. A empresa já chegou a manter 135 lojas na Região Metropolitana, na Baixada Santista, no Vale do Paraíba e no interior paulista.







