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Mantega se diz preocupado com agravamento da crise

Ministro não ignora a possibilidade de a crise da dívida se tornar uma crise financeira

Por Da Redação 23 nov 2011, 10h35

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que o mundo está assistindo ao agravamento da crise internacional. “A cada dia a situação fica mais complicada e problemas na União Europeia e nos Estados Unidos não se resolvem”, afirmou, durante audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara. “Estamos vendo uma recaída da crise de 2008: alguns países não conseguiram superá-la até hoje, o que nos deixa preocupados”, continuou.

Mantega ressaltou que esses países estão endividados, que as taxas de crescimento são baixas e o desemprego, elevado. “A situação é complicada”, resumiu. Para ele, é possível que o quadro se agrave e caminhe novamente para a constituição de uma crise financeira. “Eu espero que não e o Brasil tem feito esforços para ajudar na solução dos problemas.”

Maturidade – O ministro salientou que, além de vantagens econômicas, o Brasil possui um grau de maturidade política que outros países não têm. “Lá (Estados Unidos e Europa) se paralisa o Estado. Aqui não se verifica isso”, disse, durante audiência pública.

Ele destacou que o epicentro do problema é a União Europeia e que o bloco está demorando para tomar as medidas necessárias e solucionar a crise. A situação política, na avaliação de Mantega, atrapalha a resolução dos problemas. “Isso é válido para a Europa e os Estados Unidos, como vimos ontem”, citou, acrescentando que, no exterior, não está sendo vista habilidade para enfrentar os problemas.

Contágio – Ainda segundo Mantega, o cenário de crescimento da economia mundial não é muito animador para os próximos anos. Para ele, pode-se esperar um baixo crescimento generalizado e até a possibilidade de recessão na Europa. “A recessão está no horizonte”, considerou. “E já começa a haver um contágio para emergentes, apesar de estarem em condições melhores”, acrescentou.

Na avaliação do ministro, essa situação deve perdurar por “muitos anos”. “Temos que estar preparados para enfrentar essa situação”, disse.

(Com Agência Estado)

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