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Mantega reduz previsão de crescimento da economia brasileira para 2,3% em 2014

Ministro da Fazenda também afirmou, nesta segunda-feira, que meta da inflação será cumprida neste e nos próximos anos

Por Da Redação - 28 abr 2014, 14h33

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reduziu nesta segunda-feira a previsão de crescimento da economia brasileira para 2,3% em 2014. A estimativa fica abaixo da prevista no Orçamento de uma expansão de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Mantega, no entanto, afirmou que o dado não se trata de uma revisão e que ele poderá ser revisto à medida que resultados concretos forem divulgados.

Segundo Mantega, o PIB poderia crescer acima de 3% caso não houvesse restrições de crédito no país. Os empréstimos estão mais caros devido a atual política monetária, que elevou a taxa para 11% ao ano, após uma alta de 3,75 pontos percentuais desde abril de 2013. Por outro lado, na opinião do ministro, o governo não está mais estimulando o consumo, além de ter retirado estímulos previamente existes.

A perspectiva de economistas de instituições financeiras, segundo a pesquisa Focus do Banco Central, aponta aumento do PIB de 1,65% este ano. Mantega disse que o Brasil está preparado para lidar com a atual recuperação econômica global, embora ela deva ocorrer lentamente, e acrescentou que os países emergentes crescerão mais rapidamente do que os desenvolvidos.

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Inflação – Nesta segunda-feira Mantega voltou a dizer que a meta de inflação – que varia de 2,5% a 6,5% – será cumprida neste e nos próximos anos, e que o Banco Central tem autonomia para lidar com a política monetária.

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O ministro, entretanto, destacou que a inflação no Brasil “seria menor” se não fossem consideradas as altas expressivas registradas recentemente pelos preços de alimentos e de bebidas. Apesar disso, ele deixou claro que não defende a adoção de núcleos para o IPCA, o que ele enfatizou ser totalmente contrário.

De acordo com Mantega, a possibilidade de eventuais mudanças metodológicas sobre a coleta de dados para o índice era uma questão para os órgãos federais competentes, no caso o IBGE. “Não há intenção de mudar regras do IPCA. Inflação continuará cheia até quando os institutos avaliarem que deve seguir assim”, disse ele.

(com agência Reuters e Estadão Conteúdo)

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