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Mantega reconhece reajuste maior de energia a partir de 2015

Ministro também afirmou que o crescimento do PIB em 2013 poderia ter sido maior se o país não tivesse sido alvo de desconfiança no exterior

Por Da Redação 2 abr 2014, 16h32

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira, durante o programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que o reajuste de energia de 2015 deve ser um pouco maior porque o custo da eletricidade no país aumentou. Ele lembrou, no entanto, que o Tesouro Nacional vai liberar 4 bilhões de reais às distribuidoras de energia para mitigar parte desse problema e compensar parte do reajuste.

Ele ressaltou que o aumento na conta de luz não será linear para todas as companhias. “Existe uma regra para reajustes de energia elétrica e cada empresa tem o seu”, afirmou. “O reajuste vai acontecer, será um pouco maior, mas não tudo que é devido porque o governo estará compartilhando parte do custo com consumidor”, completou.

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PIB – Mantega também reconheceu que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3% em 2013 não foi “um grande crescimento”, mas ponderou que foi suficiente para criar os empregos que o país precisava e para gerar renda e riqueza para a população. “Se você comparar com outros países, no âmbito do G-20, nós estivemos entre os que mais cresceram em 2013, mais do que os EUA. “Estão aí falando em retomada do crescimento dos EUA, e eles só cresceram 1,9% no ano passado”, afirmou.

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Meta fiscal – Em entrevista à NBR, nesta quinta-feira, Mantega, afirmou que o governo federal está propondo o adiamento da votação no Congresso da mudança nos parâmetros de cobrança de juros da dívida de Estados e municípios com a União. Segundo ele, o governo quer deixar “em suspenso” o projeto de lei que deixa dúvidas quando ao desdobramento do endividamento de Estados e municípios, diante de interpretações de que agentes econômicos de que isso poderia comprometer a meta fiscal.

O ministro reafirmou que a meta de superávit primário de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2014 será cumprida.

(com Estadão Conteúdo e agência Reuters)

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