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Mantega: Mercosul analisa ampliar tarifa externa máxima

Por Pablo Porciuncula 20 dez 2011, 05h41

O Mercosul analisa estender sua tarifa externa máxima, de 35%, a cerca de 200 produtos de fora do bloco, para proteger a indústria regional dos possíveis efeitos da crise internacional, revelou nesta segunda-feira, em Montevidéu, o ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega.

O bloco deve obter uma “união maior entre nossos países” para se defender das “invasões de produtos que vêm de fora”, disse Mantega.

Os sócios (do Mercosul) já discutiam a criação de uma lista de mais de 100 novos produtos, mas a “Argentina pede 200 novos itens e nós concordamos, 200 novos itens que seriam taxados com a tarifa máxima externa comum de 35%”, explicou Mantega.

Consultado sobre se a proposta de Brasil e Argentina é apoiada pelos outros integrantes do bloco – Uruguai e Paraguai – Mantega assinalou que se discute “alguma flexibilidade e algumas compensações” para os sócios menores, que “são viáveis”.

Mantega fez tais declarações após se reunir com os demais ministros da Economia do Mercosul e com os dirigentes dos Bancos Centrais do bloco, antes da Cúpula de Presidentes, prevista para esta terça-feira, em Montevidéu, que analisará como se enfrentar os efeitos da crise financeira internacional.

Todos os países do Mercosul têm “superávit fiscal primário, todos eles têm suas contas estabilizadas (…) e têm uma posição sólida” diante da situação financeira internacional, destacou Mantega.

Mas o ministro uruguaio da Economia, Fernando Lorenzo, advertiu que seu país precisa que o Mercosul entenda “que qualquer ameaça protecionista e qualquer dificuldade de acesso ao mercado implica em um dano real sobre nossa economia e sobre a oportunidade de continuar crescendo em nossos países”.

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