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Mantega diz que governo liberará R$ 10 bilhões aos estados

Brasília, 13 jun (EFE).- O governo vai liberar aos estados uma linha de crédito especial do BNDES com mais de R$ 10 bilhões para financiar obras e projetos, com o objetivo de manter um alto índice de investimentos e alavancar o crescimento, disse o ministro da Fazenda Guido Mantega em entrevista publicada nesta quarta-feira no jornal ‘O Globo’.

Segundo Mantega, os créditos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aos 27 estados do país estarão disponíveis ‘em dois ou três meses’ e podem ser considerados como parte das medidas adotadas para diminuir o impacto da crise global.

‘O investimento público é importante neste momento’, disse o ministro, que na semana passada admitiu que o ritmo de investimentos do setor privado está em queda devido ao temor que a crise provoca nos empresários.

Mantega explicou que embora os indicadores macroeconômicos do país estejam bons, o Brasil é afetado pelas expectativas negativas da crise, o que provoca uma saída de capitais e uma alta volatilidade nos mercados cambial e da bolsa.

O ministro reiterou sua opinião de que os ‘europeus estão demorando muito para fazer as correções de política econômica que possam tirá-los dessa situação de estresse em que eles estão e colocaram o resto do mundo.

Sobre a ajuda que a Espanha receberá para sanear seu sistema financeiro, o ministro considerou que ela evitará uma crise bancária aguda, mas apontou que isto não é suficiente para solucionar a crise global.

‘O grande problema é sair do lodaçal e recuperar o crescimento. É preciso mudar o rumo e combinar políticas de ajuste fiscal com estímulo’, opinou.

Dessa maneira, segundo Mantega, a confiança no euro seria recuperada e a Europa veria a ‘luz no fim do túnel’. Mantega frisou que esses assuntos deverão ser debatidos na próxima semana pelos líderes do G20, durante a cúpula que será realizada na cidade mexicana de Los Cabos.

‘Essa reunião é crucial. Não podemos sair com as mãos abanando. A Alemanha estará sendo pressionada pelo mundo inteiro, inclusive por seus parceiros europeus. Tem que exigir políticas de estímulo dos países com condições fiscais mais sólidas’, afirmou. EFE