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Mantega defende leilão de Libra de críticas dos sindicatos

Para ministro, o leilão é 'muito importante', pois é o primeiro passo para atrair um investimento superior a 180 bilhões de dólares

Por Da Redação - 17 out 2013, 16h19

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quinta-feira a licitação do Campo de Libra das críticas dos sindicatos de petroleiros e afirmou que ela abrirá portas a investimentos relevantes para impulsionar a economia. “Esse leilão será muito importante porque será o primeiro passo para atrair um volume de investimentos superior aos 180 bilhões de dólares nos próximos anos”, afirmou Mantega sobre o leilão, previsto para a próxima segunda-feira.

A jazida, que fica na camada pré-sal, apresenta sérias dificuldades técnicas para sua exploração, mas segundo os cálculos da Petrobras, pode quintuplicar as reservas do Brasil, que atualmente estão em 14 bilhões de barris. O ministro afirmou que as concessões no setor privado do pré-sal e outras programadas em diversas áreas de infraestrutura “vão mobilizar a economia e alavancar o crescimento” em 2014 e nos anos posteriores.

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Apesar do otimismo de Mantega e do governo, diversos movimentos sociais e sindicatos iniciaram uma jornada de protestos contra a “privatização” do campo de Libra, o mais promissor do pré-sal e que pode ter entre oito e 12 bilhões de barris de petróleo. Em Brasília, centenas de pessoas de vários movimentos sociais ocuparam nesta quinta a sede do Ministério de Minas e Energia para exigir que se suspenda a licitação.

Para o leilão, se inscreveram nove empresas, entre a China National Corporation (CNPC), a anglo-holandesa Shell, a colombiana Ecopetrol, a Petrobras, a francesa Total, a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e o consórcio hispânico-chinês Repsol-Sinopec.

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(com EFE)

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