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Manifestantes de Wall Street enfrentam policiais

Ao menos 23 pessoas foram presas; protestos em todo território dos Estados Unidos já duram vinte dias

Por Marina Pinhoni - 6 out 2011, 17h34

Manifestantes que protestam em Nova York contra o sistema financeiro de Wall Street entraram em confronto, na noite desta quarta-feira, com policiais munidos de cassetetes e spray de pimenta. Pelo menos 23 pessoas foram presas. Imagens feitas por várias agências de notícias mostraram policiais empurrando os manifestantes e forçando-os contra o chão para realizar as detenções.

O número de manifestantes na quarta-feira foi o maior desde que os protestos começaram em 17 de setembro, devido à adesão de quinze sindicatos, entre eles o dos trabalhadores dos transportes (Transport Workers Union), professores (United Federation of Teacher) e enfermeiros.

Os trabalhadores uniram-se às centenas de pessoas do movimento “Occupy Wall Street” (Ocupem Wall Street), que acampam no parque Zuccotti em Nova York. Eles seguiram em marcha por Manhattan e contaram com o apoio de várias pessoas, inclusive estudantes universitários que faltaram às aulas. Não há informação precisa, mas a estimativa é que o grupo já somava milhares de pessoas quando ocorreram os confrontos na intersecção da rua Broadway com a Wall Street.

No sábado, a polícia havia prendido cerca de 700 manifestantes enquanto passavam por uma estrada que leva à ponte do Brooklyn, bloqueando o tráfego da cidade. Alguns integrantes deste grupo processaram as autoridades de Nova York, nesta terça-feira, pelo que consideraram uma “armadilha” da polícia para reprimir o direito da livre expressão.

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Os protestos contra a ganância corporativa e cortes no orçamento federal americano em áreas como educação vem crescendo a cada dia em todo o país. Washington, Boston, Chicago, Los Angeles, Baltimore, Filadélfia, Tampa, Nova Jersey e Saint Louis são algumas das cidades que também aderiram ao movimento.

Obama – Nesta quinta-feira, o presidente Barack Obama declarou durante entrevista coletiva que os protestos de Wall Street refletem uma irritação pública geral. “Acho que as pessoas estão frustradas, e os manifestantes estão dando voz a uma frustração de base mais ampla sobre como funciona o nosso sistema financeiro”, disse.

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