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Mancha de óleo encontrada em praia do RJ pode ser de vazamento de petroleiro

Rio de Janeiro, 18 dez (EFE).- As autoridades brasileiras encontraram neste domingo resquícios de combustível em uma praia de Angra dos Reis (RJ) e afirmaram que estão averiguando se procede de um vazamento de um navio petroleiro ocorrido na sexta-feira.

O secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse à imprensa que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vai investigar a procedência do óleo e declarou que notificou a empresa Modec Serviços de Petróleo do Brasil, proprietária do navio plataforma Cidade de São Paulo e que causou o vazamento na sexta-feira.

A Modec calculou inicialmente que o vazamento de óleo foi de perto de 10 mil litros, embora um diretor da empresa, André Cordeiro, tenha dito neste domingo que o volume lançado ao mar pode ser inferior a 10% desse total.

No sábado, o Inea anunciou uma multa de R$ 10 milhões à Modec, que disse ter controlado o vazamento, que supostamente ocorreu por erro humano.

Cordeiro indicou à imprensa que é ‘bastante improvável’ que o combustível encontrado na Praia do Bonfim seja proveniente do navio plataforma, visto que sua consistência é diferente da do óleo utilizado no Cidade de São Paulo.

Responsáveis do Inea sobrevoaram neste domingo a baía de Angra, onde aconteceu o acidente, e visualizaram duas manchas, uma de 1,5 mil metros de extensão por 200 de largura e outra menor, de 200 por 300 metros, em cuja dispersão os técnicos da Modec trabalham desde sábado.

Minc disse que este vazamento ‘é infinitamente menor’ do que o ocorrido em novembro em um poço da companhia americana Chevron, na Bacia de Campos, a 120 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro.

A Chevron calcula que tenham sido lançados ao mar 2,4 mil barris de petróleo, embora as autoridades do Rio de Janeiro acreditem que o vazamento possa ser de cerca de 15 mil barris, o que as motivou a aplicar várias multas à empresa petrolífera americana.

No entanto, na opinião do secretário, o impacto ambiental do acidente ocorrido nesta sexta-feira pode ser ‘muito maior’, já que foi registrado em uma região ‘bastante sensível do ponto de vista da biodiversidade’. EFE