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Malaysia Airlines demitirá cerca de 5 mil funcionários

Com dois acidentes em quatro meses, companhia malaia deve cortar rotas menos rentáveis. Preços de seguros aéreos também devem subir

Por Da Redação 25 ago 2014, 12h27

A Malaysia Airlines deve demitir cerca de um quarto dos 20 mil funcionários dentro de um plano de reestruturação da companhia malaia, que foi impactada por dois desastres aéreos neste ano. A informação foi concedida à agência Reuters por uma fonte com conhecimento no assunto.

O plano de reestruturação deve ser divulgado a partir da próxima quinta-feira pelo controlador majoritário da empresa, o fundo estatal Khazanah Nasional. A estratégia deve incluir a eliminação de 5 mil a 6 mil postos de trabalho, além do corte de algumas rotas aéreas, ainda segundo a fonte. Na mesma data, a Malaysia Airlines irá anunciar seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre deste ano. A projeção é de uma ampliação das perdas registradas no primeiro trimestre.

A empresa tem enfrentado uma desaceleração em seus negócios desde o misterioso desaparecimento do voo MH370, em março, que provocou seu pior desempenho trimestral em dois anos no período de janeiro a março. Na ocasião, 239 passageiros morreram. Os problemas se aprofundaram em 17 de julho, quando o voo MH17 foi abatido sobre a Ucrânia, matando as 298 pessoas que estavam a bordo.

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Seguro – As indenizações às famílias de vítimas em acidentes com aviões de grande porte podem demorar anos para serem concluídas, mas os impactos nos preços internacionais do seguros são imediatos.

O ano de 2014 tem sido marcado por um volume inesperadamente alto de acidentes aéreos. Além dos dois aviões da companhia Malaysia Airlines que caíram em um intervalo de quatro meses, recentemente também ocorreu um acidente durante o pouso com a aeronave da companhia TransAsia com 58 pessoas a bordo, em Taiwan. O principal aeroporto na Líbia foi bombardeado em julho, afetando 20 aviões, e um ataque Talibã também provocou estragos em um terminal no Paquistão. Em paralelo, cresceram os acidentes de aviões de menor porte, como o que vitimou o candidato à presidência da República, Eduardo Campos, na semana retrasada.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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